Importante

Você está vendo a versão anterior da nova experiência da Alura que estamos preparando para você. Em breve, ela ganha uma identidade visual novinha totalmente pensada em potencializar seus estudos!

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Qual é a voz do produto/marca?

Particularmente, em decorrência de minhas indagações linguísticas presentes desde a infância e de minha formação em Letras, um dos aspectos que mais me fizeram desistir ou prosseguir na compra de um produto foi a "voz" do/da produto/marca. Mesmo com maioria de avaliações positivas, de pessoas reais ou dos chamados bots, uma discursividade inconsistente (pouco inteligível; sem personalidade delineada; com diversos erros, por exemplo) pode gerar desconfiança e consequente afastamento do usuário/cliente. Afinal, se um/uma produto/marca se apresenta de forma desleixada, tendemos a questionar o esmero de quem é responsável por aquela jornada ou experiência, ainda mais quando se trata de uma empresa de médio ou grande porte, as quais podem investir em um setor voltado às diversas ramificações de UX. Em outras palavras, figurativamente, se a vitrine (a "voz" do/da produto/marca) está suja, será que posso confiar na limpeza do produto?
Outro aspecto a salientar é que, com a democratização da Internet, não é raro que pessoas se deparem com falsos perfis em redes sociais ou falsos sites de empresas. Ainda que uma parcela de tais farsantes possam apresentar uma linguagem que não suscite suspeita, não é raro que um número bastante expressivo apresente a discursividade inconsistente, conforme mencionei no parágrafo anterior. A razão disso? Uma hipótese é a intenção de começar a aplicar o plano criminoso o quanto antes, sem muita necessidade de compreender como a real empresa se comunica. Felizmente, em casos em que o potencial cliente tem conhecimento prévio de uma empresa, os golpistas podem ser percebidos com maior facilidade, uma vez que – mesmo de forma intuitiva – possuímos um parâmetro de análise capaz de atestar a falsidade de um perfil/site no nível discursivo.
Como podemos concluir, quando uma empresa não se dedica a lapidar a sua "voz", corre o sério risco de ser confundida com eventuais falsários ou com um grupo que passa pouca atenção à autoimagem e ao que pretende entregar aos clientes como experiência a fim de obter resultados de negócios. Nesse sentido, empresas e pessoas em busca de emprego são muito semelhantes: ambos os entes precisam ter plena consciência de como se comunicar em seus campos de atuação, com o intento de reduzir os atritos cognitivos. Se uma pessoa ou uma marca não souber como atuar, grandes ideias ou experiências podem morrer.

3 respostas

Fala, Ednelson! Tudo bom?

Agradeço por trazer sua reflexão para o fórum!

Curti demais como trabalhou a importância da voz da marca, destacou os riscos da discursividade inconsistente e ainda reforçou a relação entre credibilidade e experiência do usuário. Essa análise mostra olhar crítico, sensibilidade linguística e consciência de como a comunicação impacta diretamente a confiança e a percepção de valor de um produto ou serviço.

E algumas boas práticas que você pode adotar são:

  • Padronizar linguagem: garantir consistência no tom e estilo em todos os canais da marca.
  • Revisar conteúdo com cuidado: evitar erros gramaticais e incoerências que possam gerar desconfiança.
  • Testar percepção do público: coletar feedback sobre a voz da marca para ajustar e fortalecer a identidade comunicacional.

Continue postando as suas reflexões! Além de ganhar pontos de XP na plataforma, você pode inspirar outros estudantes no fórum.

Ah, uma pergunta: você considera mais estratégico para uma empresa investir primeiro em consolidar uma voz única e consistente ou em diversificar tons de comunicação para diferentes públicos e canais?

Fico à disposição! E se precisar, conte sempre com o apoio do fórum.

Abraço e bons estudos!

Alura Conte com o apoio da comunidade Alura na sua jornada. Abraços e bons estudos!

Embora eu não tenha experiência com a construção da voz de empresas, parece-me mais estratégico primeiro determinar qual é o público-alvo (um ou mais grupos sociais) do produto/serviço. Sim, o público-alvo pode se transformar ao longo do tempo, tornando o produto/serviço objeto de desejo de grupos sociais inicialmente não previstos, algo que demanda ao menos pequenas alterações com o objetivo de aprimorar o diálogo com virtuais clientes, seja para enfatizar um aspecto do produto/serviço, seja para evidenciar uma personalidade que agregue antigos e novos usuários (vide o caso da Classe C que passou a representar cerca de 50%, em meados dos anos 2000, das pessoas que viajam de avião no Brasil). Com a definição do público-alvo, iniciamos a lapidação da voz com a meta de gerar rapport (confiança, empatia, sintonia) para estabelecer um vínculo mais harmonioso e atenuar o atrito cognitivo. Assim, podemos usar teste a/b para realizar esse processo de modo mais substancial, dado que teremos um demonstrativo mensurável – o número de clientes que engajaram em cada cenário de teste e efetuaram uma ação definida previamente. Como consequência de meu raciocínio, ao menos em parte, digo que é mais estratégico para uma empresa diversificar tons de comunicação para diferentes públicos e canais. Todavia, aqui entra o meu complemento à resposta, essa diversificação deve ocorrer tendo em vista o público-alvo (como se comunica, como se comporta, como se relaciona com compras etc.). Afinal, definir a quem queremos oferecer uma experiência é crucial porque, como disse o Gato de Cheshire: "para quem não sabe aonde quer chegar, qualquer caminho serve". Se queremos projetar e construir uma experiência e encontrar respaldo em resultados de negócios em um mundo bastante volátil, não podemos agir sem parâmetros e sem considerar eventuais desdobramentos do mercado em que o nosso produto/serviço se situa.

Muito obrigado pelo apoio.

Abraço.

Olá, Ednelson!

Gostei muito da sua análise.

Você trouxe um ponto essencial, antes de decidir entre consolidar uma voz única ou diversificar tons de comunicação, é estratégico definir claramente o público-alvo. Sem essa base, qualquer escolha corre o risco de ser genérica ou desalinhada.

A diversificação de tons, como você destacou, faz sentido quando orientada por quem queremos alcançar e pelo contexto de cada canal. Isso permite ajustar a mensagem sem perder coerência, criando rapport e reduzindo atrito cognitivo. Ao mesmo tempo, manter uma identidade consistente garante que, mesmo com variações, a empresa seja reconhecida e transmitida de forma autêntica.

Forte abraço!