Olá, João! Tudo bem?
A sua dúvida sobre a Hipótese de Sapir-Whorf é muito interessante e levanta questões importantes sobre a relação entre linguagem e cognição. A hipótese sugere que a língua que falamos pode influenciar a maneira como pensamos e percebemos o mundo, mas não de forma determinante e absoluta.
No que diz respeito à sua pergunta sobre pessoas menos afortunadas socialmente, é importante considerar que, embora o acesso limitado a certos recursos linguísticos possa influenciar a maneira como uma pessoa se expressa ou compreende o mundo, isso não significa que haja um limite cognitivo intrínseco. A cognição é influenciada por uma variedade de fatores, incluindo experiências pessoais, educação, cultura e contexto social.
O Whorfianismo Fraco, que você mencionou, sugere que a linguagem pode moldar nossas categorias de pensamento, mas não as limita completamente. Por exemplo, alguém que não conhece uma palavra específica para um conceito ainda pode entender e pensar sobre esse conceito de outras maneiras. Um exemplo prático seria o uso de metáforas ou descrições alternativas para expressar ideias complexas.
Além disso, a linguagem é apenas uma das muitas ferramentas que usamos para compreender o mundo. As experiências vividas, a interação social e a educação desempenham papéis fundamentais no desenvolvimento cognitivo. Portanto, mesmo que alguém tenha acesso limitado a certas formas de expressão linguística, isso não significa que sua capacidade de pensar ou compreender o mundo seja inerentemente limitada.
Por fim, trago a reflexão: Você já passou por uma situação em que aprender uma nova palavra ou conceito mudou sua forma de pensar sobre algo? Se sim, fique à vontade pra compartilhar com a gente :)
Espero ter ajudado. Conte sempre com o apoio do fórum!
Abraços e bons estudos!
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