Vivemos em mundo que está em altíssima velocidade. Os aparelhos celulares, também conhecidos como "smartphones", propiciam a comunicação rápida e nos mantém permanentemente ligados nas notícias, mensagens e até ligações.
Neste mundo, o nosso maior desafio é saber "escutar". Seja uma notícia, uma mensagem ou uma ligação, a nossa capacidade de digerir essas informações cada vez mais rápidas passa pela superação do senso de urgência.
Hoje, todos que nos enviam mensagens, sejam escritas ou em áudio, esperam uma resposta imediata. Dez minutos sem olhar o celular e lá surgiram várias demandas, mensagens motivacionais, avisos de eventos ou cobranças por atenção.
A sensação de que tudo é urgente, de que não podemos perder a notícia mais recente sobre o que está acontecendo no mundo ou o último avanço em inteligência artificial nos trazem angústia e afetam a nossa saúde mental.
Superar o senso de urgência exige senso crítico e diálogo. Superar o senso de urgência exige que saibamos antes de tudo nos escutar, ou seja, precisamos refletir mais sobre o nosso papel no mundo. Assim, aprender a escutar ajuda a reduzir o que nos angustia. Aprender a escutar nos ajuda a saber o que é importante, quais são as prioridades, como podemos interagir melhor com as pessoas. Aprender a escutar o outro exige maturidade e tranquilidade.
A angústia, a ansiedade e a sensação de que tudo é urgente nos acelera e nos coloca no automático. Viver no automático, rápido, é meio caminho para acelerar o áudio da sua mãe, do seu pai, da sua esposa, do seu filho ou da sua neta e perder o sentimento de uma mensagem enviada com afeto.