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Em um mundo rápido, o maior desafio é saber escutar

Vivemos em mundo que está em altíssima velocidade. Os aparelhos celulares, também conhecidos como "smartphones", propiciam a comunicação rápida e nos mantém permanentemente ligados nas notícias, mensagens e até ligações.
Neste mundo, o nosso maior desafio é saber "escutar". Seja uma notícia, uma mensagem ou uma ligação, a nossa capacidade de digerir essas informações cada vez mais rápidas passa pela superação do senso de urgência.
Hoje, todos que nos enviam mensagens, sejam escritas ou em áudio, esperam uma resposta imediata. Dez minutos sem olhar o celular e lá surgiram várias demandas, mensagens motivacionais, avisos de eventos ou cobranças por atenção.
A sensação de que tudo é urgente, de que não podemos perder a notícia mais recente sobre o que está acontecendo no mundo ou o último avanço em inteligência artificial nos trazem angústia e afetam a nossa saúde mental.
Superar o senso de urgência exige senso crítico e diálogo. Superar o senso de urgência exige que saibamos antes de tudo nos escutar, ou seja, precisamos refletir mais sobre o nosso papel no mundo. Assim, aprender a escutar ajuda a reduzir o que nos angustia. Aprender a escutar nos ajuda a saber o que é importante, quais são as prioridades, como podemos interagir melhor com as pessoas. Aprender a escutar o outro exige maturidade e tranquilidade.
A angústia, a ansiedade e a sensação de que tudo é urgente nos acelera e nos coloca no automático. Viver no automático, rápido, é meio caminho para acelerar o áudio da sua mãe, do seu pai, da sua esposa, do seu filho ou da sua neta e perder o sentimento de uma mensagem enviada com afeto.

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Oi, Marcelo. Tudo certo?

Você trouxe uma reflexão muito relevante para o nosso tempo. A conexão que você fez entre a velocidade do mundo digital e a dificuldade de praticar a escuta ativa dialoga diretamente com o que vimos na aula sobre o sistema cognitivo. O sistema 1, aquele das respostas rápidas e automáticas, é exatamente o que entra em ação quando respondemos mensagens no piloto automático ou aceleramos o áudio de alguém próximo sem realmente prestar atenção no que está sendo dito.

O ponto que você levantou sobre o senso de urgência é especialmente interessante. Quando tudo parece urgente, o nosso cérebro tende a operar no modo reativo, o que compromete a qualidade da escuta e, consequentemente, da comunicação como um todo. A aula ilustra bem isso com o exemplo do Michael, que concordava com tudo o que Jay dizia enquanto estava distraído com o jogo.

Continue explorando essa reflexão ao longo do curso. Os próximos conteúdos vão trazer ferramentas para desenvolver essa escuta mais presente e consciente.

Vale praticar pausas intencionais antes de responder uma mensagem ou retornar uma ligação. Criar pequenos momentos de silêncio antes de reagir ajuda o sistema 2 a entrar em cena, aquele mais lento, que reflete e analisa, reduzindo as respostas no automático que você mencionou tão bem.

Obrigado por compartilhar essa reflexão com a gente.

Alura Conte com o apoio da comunidade Alura na sua jornada. Abraços e bons estudos!