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Você realmente espera sua vez de falar?

Vivemos em uma era de múltiplos estímulos, excesso de informação e altos níveis de ansiedade. Nesse cenário, percebo que uma das habilidades mais importantes da comunicação tem se tornado cada vez mais rara: esperar sua vez de fala.

Tenho observado como, em muitos diálogos, as interrupções acontecem o tempo todo. Muitas vezes, basta surgir uma frase com a qual discordamos ou até algo que desperte uma experiência pessoal parecida para interrompermos o outro antes mesmo que ele conclua seu raciocínio. Em vez de ouvir para compreender, acabamos ouvindo apenas para responder.

Isso me faz questionar: será que ainda sabemos escutar de verdade?

A sensação que tenho é que estamos cada vez mais acelerados, ansiosos para opinar, corrigir, complementar ou trazer nossa própria vivência para o centro da conversa. E, com isso, o espaço de fala do outro vai sendo reduzido.

Na opinião de vocês, essa dificuldade de não interromper está ligada ao ritmo da sociedade atual? À ansiedade? À necessidade de validação? Ou sempre fomos assim e agora isso apenas ficou mais evidente?

Gostaria muito de ouvir diferentes perspectivas sobre esse tema. Vocês também percebem essa dificuldade nas conversas do dia a dia?

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Olá, Alexandre.
Adorei a sua indagação, porque me peguei pensando o mesmo após ver a aula. Acredito que é a junção de tudo que você falou. O ritmo acelerado em que nos encontramos tem nos colocado nesta situação. E a urgência em resolver as coisas e passar para o próximo ponto tem nos colocado sempre com a resposta na língua, seja por discordar, concordar ou dar nossa opinião. Pois também queremos ser ouvidos, ser parte do contexto. E isso pode ser "perigoso". Que voltemos a aprender a ouvir para podermos ajudar com clareza.