Importante

Você está vendo a versão anterior da nova experiência da Alura que estamos preparando para você. Em breve, ela ganha uma identidade visual novinha totalmente pensada em potencializar seus estudos!

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Experiências com produtos digitais.

A proliferação de elementos intrusivos em interfaces digitais, como os aplicativos nativos da XIOMI (MI Browser e outros) e plataformas de e-commerce como Shopee, Shein e Temu, são evidentes representações do conflito entre os objetivos de monetização e os princípios fundamentais de UX/UI. A inserção excessiva de anúncios pop-up, notificações redundantes e falsas promoções configura o uso de Dark Patterns, que visam manipular o comportamento do consumidor.

Sob a ótica do Design de Interface, essa saturação visual sobrecarrega a carga cognitiva do usuário, impedindo a fluidez da navegação. Em sistemas operacionais, a publicidade invasiva interrompe tarefas primárias, como a leitura de conteúdo informacional, resultando na rejeição do serviço. Já no comércio eletrônico, a assimetria de informações e o apelo visual caótico geram um sentimento de engano. Paradoxalmente, em vez de impulsionar a conversão, essa estratégia resulta em aversão à marca e fricção na jornada de compra, deteriorando a relação de confiança entre o usuário e a plataforma, e culminando no abandono do serviço ou do carrinho de compras.

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Eu, que sou estudante de publicidade, concordo plenamente com a sua colocação. Propagandas publicitárias fora de hora são extremamente irritantes! Sempre que vejo uma assim, me interrompendo, dou um jeito de sair logo dela.

Uma das coisas que tenho para mim como publicitária é me colocar no lugar de quem está vendo aquela publicidade. Se é algo que eu julgo ser chato, eu não faço, não apresento, justamente porque já tenho a ciência de que provavelmente vai incomodar o público (já que, antes de chegar até as pessoas, já está incomodando a mim, a profissional).

Mas, pensando por um lado positivo, acredito que as pessoas que estão se formando agora na área já estão conseguindo pensar de uma maneira mais ampla e estratégica quanto às publicidades. Quero dizer, eu pelo menos tenho visto que a nova era de profissionais da comunicação têm entendido a profissão não apenas como uma forma de influenciar os espectadores, mas também de fazê-los se conectarem verdadeiramente com o que está sendo dito ou proposto pela marca que está produzindo tal conteúdo.