A proliferação de elementos intrusivos em interfaces digitais, como os aplicativos nativos da XIOMI (MI Browser e outros) e plataformas de e-commerce como Shopee, Shein e Temu, são evidentes representações do conflito entre os objetivos de monetização e os princípios fundamentais de UX/UI. A inserção excessiva de anúncios pop-up, notificações redundantes e falsas promoções configura o uso de Dark Patterns, que visam manipular o comportamento do consumidor.
Sob a ótica do Design de Interface, essa saturação visual sobrecarrega a carga cognitiva do usuário, impedindo a fluidez da navegação. Em sistemas operacionais, a publicidade invasiva interrompe tarefas primárias, como a leitura de conteúdo informacional, resultando na rejeição do serviço. Já no comércio eletrônico, a assimetria de informações e o apelo visual caótico geram um sentimento de engano. Paradoxalmente, em vez de impulsionar a conversão, essa estratégia resulta em aversão à marca e fricção na jornada de compra, deteriorando a relação de confiança entre o usuário e a plataforma, e culminando no abandono do serviço ou do carrinho de compras.