Existe algum conteúdo teórico que baseie essa teoria de que a comunicação é o que o outro entende e não o que você fala ou é algo senso comum, apenas?
Você está vendo a versão anterior da nova experiência da Alura que estamos preparando para você. Em breve, ela ganha uma identidade visual novinha totalmente pensada em potencializar seus estudos!
Existe algum conteúdo teórico que baseie essa teoria de que a comunicação é o que o outro entende e não o que você fala ou é algo senso comum, apenas?
Oii, Otto!
É muito comum ouvirmos que "a comunicação é o que o outro entende", mas essa afirmação está longe de ser apenas senso comum. Ela possui raízes profundas na Teoria da Comunicação e na Linguística, distanciando-se da visão simplista de que comunicar é apenas transmitir um pacote de informações de um ponto A para um ponto B.
Os principais pilares teóricos que sustentam essa ideia:
Embora o modelo matemático de Claude Shannon e Warren Weaver (1949) seja linear, ele introduziu o conceito de ruído. O ruído não é apenas estático no rádio; na comunicação humana, ele pode ser psicológico, cultural ou semântico. Se o receptor não possui o mesmo "repertório" que o emissor, a mensagem se perde ou se transforma. Portanto, a eficácia do processo é medida pelo sucesso da decodificação no destino.
A filosofia da linguagem, especialmente com Paul Grice e o seu Princípio de Cooperação, argumenta que o significado não está apenas nas palavras, mas na intenção e na interpretação. O que importa é o "significado do falante" reconhecido pelo ouvinte. Se eu digo algo e você interpreta outra coisa, a comunicação real que aconteceu foi a sua interpretação, pois é ela que gerará uma reação ou sentimento.
Na cibernética, a comunicação é vista como um sistema de autorregulação. O conceito de feedback (retroalimentação) é o que valida se a mensagem foi compreendida. Sem a confirmação do outro, o emissor está apenas emitindo sons ou sinais. É o entendimento do receptor que fecha o ciclo comunicativo.
Para teóricos como Kenneth Gergen, o sentido das coisas não está "dentro" das palavras, mas é construído entre as pessoas. Isso dialoga diretamente com o que vemos no curso sobre Wittgenstein:
Entender que a responsabilidade da compreensão cabe também a quem fala ajuda a desenvolver a empatia comunicativa. Quando aceitamos que a mensagem final é o que o outro processou, passamos a:
Como a instrutora Amanda mencionou, a comunicação é um treino. O foco no outro é o que diferencia um monólogo de um diálogo real.
Pontos muito interresantes!