Olá, Marcelo. Como vai?
Excelente iniciativa em realizar esse exercício de classificação. Entender a natureza da rotatividade é o primeiro passo para qualquer estratégia de People Analytics, pois permite que o RH deixe de olhar apenas para o número bruto e passe a analisar a causa raiz do problema.
Sua classificação baseada na imagem está muito bem direcionada. Para agregar ainda mais valor ao seu estudo, vale detalhar um pouco mais o impacto de cada um desses tipos de Turnover na organização:
- Voluntário: Ocorre quando o colaborador toma a iniciativa de sair. No seu exemplo (20 pessoas), o motivo é a falta de crescimento. Isso é um alerta vermelho para o RH revisar os Planos de Desenvolvimento Individual (PDI) e as trilhas de carreira.
- Involuntário: Quando a empresa decide pelo desligamento. É um mal necessário para manter a performance, mas se o número for muito alto, pode indicar falhas no processo de recrutamento e seleção (contratação de perfis desalinhados).
- Funcional: É o turnover "saudável". A saída (ou movimentação, como no seu exemplo de promoção) de alguém que não performava bem ou que abriu espaço para um talento interno ser valorizado. No caso da promoção interna, tecnicamente chamamos de Turnover Interno, o que é ótimo para o engajamento.
- Disfuncional: Este é o mais crítico e custoso. É a perda de talentos-chave e profissionais de alta performance (high performers). Quando esses 5 talentos saem por ofertas externas, a empresa perde capital intelectual e aumenta o custo de substituição.
Como sugestão de boa prática, além de classificar o tipo, você pode começar a calcular o impacto financeiro dessas saídas. Uma fórmula simples para medir a taxa de rotatividade geral é:
Taxa de Turnover = ((Entradas + Saídas) / 2) / Total de Funcionários no período
No entanto, em People Analytics, o mais valioso é calcular a taxa de Turnover Disfuncional separadamente, para medir o quanto de inteligência o negócio está perdendo para o mercado.
Espero que possa ter lhe ajudado!