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[Sugestão] Nenhuma das anteriores

Em primeiro lugar, Renato deveria ser mais seguro de si mesmo e não se abalar por algo tão pequeno.

A abordagem de fazer perguntas sobre o que foi exposto, ao final da reunião ou depois dela, pode ser útil. Porém, se Luana não for comprometida com o trabalho, não der importância ao que precisa ser feito, isso é mais um problema da empresa e do chefe dos dois que dele.

Ficar incomodado ou inseguro na situação descrita é uma forma de infantilidade.

Os próprios comentários às alternativas parecem concordar que nem mesmo aquela que é considerada correta é de fato adequada.

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solução!

Olá, Marcelo. Como vai?

Sua análise traz uma perspectiva muito importante e pragmática sobre o ambiente corporativo, especialmente vinda de alguém com experiência na área de desenvolvimento. Você tocou em pontos fundamentais que vão além da técnica de comunicação e entram na esfera da maturidade emocional e da cultura organizacional.

Para agregar valor à sua reflexão, gostaria de pontuar alguns aspectos técnicos da comunicação assertiva aplicados ao seu comentário:

1. Diferença entre Assertividade e Reatividade
Você mencionou que o Renato não deveria se abalar por algo tão pequeno. Na psicologia organizacional, isso se chama diferenciação do self. Uma pessoa assertiva entende que o comportamento do outro (no caso, a Luana estar no celular) diz mais sobre o outro do que sobre ela mesma. Quando o Renato se sente inseguro, ele está sendo reativo. A assertividade ajudaria o Renato a manter sua segurança, focando no objetivo da reunião em vez de internalizar o desinteresse alheio.

2. A Responsabilidade da Gestão
Você tem total razão ao dizer que, se há falta de compromisso reiterada, o problema escala para a gestão. A comunicação assertiva não é uma "pílula mágica" para resolver funcionários descomprometidos; ela serve para que o Renato, enquanto colega, possa expressar sua necessidade de atenção de forma direta, sem ser agressivo ou passivo. Se após o diálogo assertivo nada mudar, o caminho é, de fato, o alinhamento com as lideranças.

3. O Papel das Perguntas
A técnica de fazer perguntas ao final ("Luana, o que você achou do ponto X?") não deve ser uma "armadilha" para expor o erro dela, mas sim uma ferramenta de checagem de entendimento. Se feita com ironia, ela deixa de ser assertiva e passa a ser passivo-agressiva.

4. Limitações das Alternativas de Cursos
Muitas vezes, os exercícios de Soft Skills buscam o "cenário ideal" de diálogo para fins didáticos. No mundo real, como você bem observou em C/C++, as coisas tendem a ser mais lógicas e diretas. Às vezes, a "melhor alternativa" em um curso de humanas é apenas a menos pior dentro de uma escala de diplomacia corporativa.

A sua visão crítica é essencial para que o aprendizado não fique apenas na teoria. A assertividade também envolve saber quando o problema não é mais seu e sim do sistema/gestão.

Espero que possa ter lhe ajudado!

Tudo bem, Evandro. E você?

Agradeço suas ponderações. O único ponto que eu gostaria de esclarecer é que, quanto à responsabilidade da gestão, não estou de forma alguma sugerindo que Renato escale essa questão. Pelo contrário, estou dizendo que ele deve se tranqüilizar no sentido de que o problema, se existir, é da gestão e não dele.

O ponto 3 é fundamental. O papel de quem está falando, numa reunião, é o de compartilhar informações relevantes, jamais o de prejudicar um colega. A checagem de entendimento é útil, construir um diálogo é útil. Criar situações embaraçosas não colabora com os objetivos da empresa.

Entendo perfeitamente a dificuldade em montar esses exercícios de uma maneira que atinja efetivamente a diversidade do público a quem o curso se dirige.