1
resposta

Lidando com diferentes gerações

Uma abordagem que já vi em algumas apresentações, seja reunião ou em algum curso, é de chamar o nome da pessoa que aparenta estar desatenta ou distraída.

No caso do Renato e da estagiária, ele poderia em determinado momento dizer "Então, aqui, Luana, como você pode ver, tivemos um aumento nas vendas no setor X."

Não fica rude, a pessoa começa a perceber que estão prestando atenção nela e ela passa a prestar mais atenção na reunião.

Ao final, pode-se perguntar se ela e as demais pessoas ficaram com dúvidas.

1 resposta

Olá, Daniel! Tudo bem?

Sua contribuição é muito valiosa, especialmente vinda de alguém com a sua experiência como Técnico Federal de Controle Externo, onde a clareza e o engajamento em reuniões são fundamentais para o sucesso dos processos.

Essa técnica que você descreveu é conhecida no treinamento e na facilitação como "Inclusão Nominal". Você tocou em um ponto central da comunicação assertiva: a capacidade de trazer o outro de volta para o diálogo sem precisar recorrer ao confronto direto ou ao julgamento.


Por que essa abordagem funciona bem entre gerações?

No caso do Renato (provavelmente de uma geração mais acostumada com a formalidade) e da estagiária Luana (Geração Z, nativa digital), existem dois benefícios principais nessa sua sugestão:

  • Validação sem Exposição: Ao dizer "Como você pode ver, Luana...", você não está dizendo "Luana, largue o celular". Você está validando a presença dela e sinalizando que a opinião ou o acompanhamento dela é importante para aquele dado específico.
  • Quebra do "Efeito Audiência": Em reuniões, é comum as pessoas entrarem em modo passivo (apenas ouvindo). Chamar o nome de forma orgânica quebra essa barreira e transforma o monólogo em um espaço compartilhado.

A sutileza do Tom de Voz

Como você bem observou, o segredo é não ser rude. Para garantir a assertividade, é importante que o tom seja de parceria e não de "chamada escolar".

Exemplo Prático: > "Luana, aproveitando esse gráfico, eu sei que você tem trabalhado na base de dados do setor X, esse aumento faz sentido com o que você tem visto por lá?"

Dessa forma, você não apenas atrai a atenção dela, mas também dá a oportunidade para ela brilhar e contribuir com o conhecimento que ela possui.


O encerramento inclusivo

Sua sugestão de abrir para dúvidas ao final é o fechamento perfeito do ciclo de comunicação. Isso reduz a frustração de quem talvez tenha perdido um detalhe e tem receio de perguntar, criando um ambiente de segurança psicológica.

Excelente percepção, Daniel! Aplicar essas pequenas "âncoras de atenção" é uma das soft skills mais poderosas para liderar reuniões produtivas em ambientes multigeracionais.

Espero que possa ter lhe ajudado!

Uma dúvida: Na sua rotina no setor público, você sente que essa abordagem de chamar pelo nome ajuda a reduzir aquela "distância hierárquica" que às vezes dificulta a comunicação entre técnicos veteranos e novos estagiários?