As métricas propostas pela empresa não estão erradas. Receita financeira, retorno de investimento e parcela de mercado são importantes para entender se a inovação gerou valor para o negócio.
O problema está em usar apenas essas métricas. Elas olham muito para o resultado final, mas não mostram se a empresa está construindo capacidade real de inovar.
Eu aconselharia a empresa a combinar métricas financeiras com métricas do processo de inovação. Por exemplo: quantidade de ideias geradas, número de experimentos realizados, hipóteses validadas, tempo entre ideia e teste, projetos no funil, aprendizados obtidos, parcerias criadas e soluções que chegaram à fase de escala.
Na minha visão, medir inovação exige olhar para três níveis: o desempenho das equipes, a evolução do funil de inovação e a conexão dos projetos com a estratégia do negócio.
Assim, a empresa não mede apenas se a inovação deu retorno financeiro, mas também se está aprendendo, experimentando melhor e criando um ambiente capaz de inovar de forma contínua.