Importante

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Faça como eu fiz: métricas e inovação

Sim, tem um problema aí: essas métricas estão muito focadas só no resultado final do negócio.
Receita, ROI e participação de mercado são importantes, mas elas mostram apenas “o fim da história”. Ou seja, dizem se a inovação deu certo ou não lá na frente, mas não ajudam a entender o que está acontecendo durante o processo de inovação.
Para acompanhar inovação de verdade, a empresa também precisaria olhar para o caminho até chegar nesses resultados. Por exemplo: quantas ideias estão sendo testadas, quantas viram projetos, quanto tempo os projetos levam para avançar, e o quanto a equipe está aprendendo ao longo do processo.
Então, eu aconselharia a empresa a manter essas métricas financeiras, mas complementar com indicadores mais ligados ao dia a dia da inovação, como taxa de conversão do funil, número de experimentos e evolução dos projetos.
No fim, inovação não se mede só pelo resultado final, mas também por tudo que acontece no caminho até ele.

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Olá, Beatriz. Como vai?

Sua análise está excelente e tocou em um ponto fundamental da gestão estratégica! Você descreveu perfeitamente o dilema entre olhar apenas para as métricas de resultado (também conhecidas no mercado como lagging indicators) em vez de acompanhar as métricas de processo ou tendência (leading indicators).

Como você bem pontuou, focar unicamente em Receita ou ROI é como dirigir olhando pelo retrovisor. Na inovação, lidamos com um cenário de altíssima incerteza. Esperar o fim de um ciclo de desenvolvimento para descobrir qual será o Retorno sobre o Investimento pode fazer a empresa desperdiçar meses de trabalho e muitos recursos em algo que o cliente não quer.

Para agregar ainda mais valor à sua reflexão, uma ótima prática utilizada pelas empresas mais inovadoras é organizar esses indicadores em uma estrutura de funil com três estágios principais. Veja um exemplo prático de como você poderia sugerir a estruturação dessas métricas:

  • Métricas de Entrada (Inputs): Medem a matéria-prima e o esforço dedicado. Exemplos: Quantidade de novas ideias geradas por mês, horas dedicadas pelas equipes a projetos exploratórios e orçamento disponível para inovação.
  • Métricas de Processo (Throughput): Medem a velocidade e o aprendizado durante o caminho, exatamente o que você destacou. Exemplos: Tempo médio entre ter uma ideia e rodar o primeiro teste, número de experimentos invalidados (o que prova que a equipe está testando de verdade) e custo por protótipo.
  • Métricas de Saída (Outputs): Medem o impacto real no negócio. Exemplos: ROI da inovação, aumento da participação de mercado e a porcentagem do faturamento que vem de produtos criados nos últimos 2 ou 3 anos.

No universo do Empreendedorismo e das Startups, esse acompanhamento da evolução e da validação de hipóteses é conhecido como Contabilidade da Inovação (Innovation Accounting). É o método ideal para comprovar que a empresa está avançando e aprendendo, mesmo quando a receita do novo produto ainda é zero.

Parabéns pela visão analítica e crítica sobre o tema. Você captou com precisão a essência de como gerenciar a inovação de uma forma sustentável e saudável para o negócio!

Espero que possa ter lhe ajudado!