Para esta atividade, analisei a linguagem utilizada no aplicativo do O Boticário, com foco nos textos de seções, botões e mensagens de feedback ao usuário.
De forma geral, percebi um excesso de textos promocionais e estímulos de venda simultâneos, como porcentagens de desconto, cashback, pontos de fidelidade, urgência e frete grátis. Essa sobrecarga de informações torna a experiência cansativa e gera um estado constante de alerta, transmitindo mais desespero para vender do que acolhimento ou orientação ao usuário. Em vez de ajudar na decisão, os textos competem entre si pela atenção.
Durante o fluxo de compra, observei também problemas de clareza em feedbacks e microcopys. Ao tentar finalizar a compra sem preencher o cartão, o aplicativo destaca o erro em vermelho com a mensagem genérica “campo obrigatório”, o que passa a sensação de punição ao usuário, sem oferecer orientação clara sobre como resolver a situação.
Outro ponto relevante foi a quebra de expectativa em relação aos botões. O botão “Comprar” sugere que o usuário será direcionado diretamente para o pagamento, porém a ação leva apenas à sacola. Isso faz com que seja necessário clicar para compreender o real significado do botão, o que pode confundir a tomada de decisão.
Apesar disso, identifiquei pontos positivos quando o aplicativo assume um papel mais consultivo, como nas seções que ajudam o usuário a escolher fragrâncias de acordo com preferências ou ocasiões. Nesses momentos, o tom se aproxima mais de um guia especialista do que de um vendedor insistente, o que contribui para uma experiência mais humana.
De modo geral, percebi que muitos textos poderiam ser mais objetivos e menos promocionais, tornando a experiência mais fluida, confiável e alinhada a um UX mais invisível, em que o usuário sente a qualidade da experiência sem precisar que ela seja constantemente afirmada.