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Posso dizer que estou um tanto enjoada das imagens criadas por IA. E você?

O uso de softwares faz parte da vida humana na terra. Só não é necessidade básica porque 0101 não é comida. Mas é quase básica. Está em tudo e sustenta praticamente tudo. Desde analisar e ajustar a terra para plantar uma semente, passando pela contagem de calorias do que você come até a cirurgia no coração de um bebê ainda no útero. Existem comunidades que não tem contato algum com tecnologia, sei disso. E vivem. E sobrevivem. Mas é difícil imaginar a vida neste planeta do jeito que é sustentada, sem computação e uso de softwares.
Agora a questão da criatividade... essa me pega bem! Pois penso além da criatividade e genialidade de pessoas que inventaram e produziram softwares imprescindíveis hoje em dia.
Imagine que confabulando fazer essa resposta, pensei em montar um prompt simples dizendo coisas básicas e pedir para "Claudinho" fazer uma resposta para mim. Mas e a minha criatividade? Minha individualidade e originalidade? Estou tão cansada de ver imagens feitas por IA. Não aquelas montadas por especialistas que pedem para a IA modificar um pouco a imagem criada por eles ou aqueles que aceleram seus trabalhos usando IA. Estou falando daquelas imagens feitas por "entusiastas". Pessoas que antes faziam um cartaz simples, um gráfico simples, uma imagem simples e agora fazem tudo com IA. Economizam muito tempo e "fica bonito". Estão em todos os lugares e são muito parecidas esteticamente. Os softwares hoje em dia podem estar sofrendo do mesmo mal. Tudo sempre da mesma forma, posicionado da mesma maneira, com as mesmas cores e padrões, resolvendo os problemas dos mesmos jeitos. Aceita-se isso porque "economiza" tempo e dinheiro. A criatividade hoje está em aceitar o que a IA faz muito bem feito, mas pensar além disso. Sair da cAIxinha. Não aceitar que ela pensou em tudo e vai dar certo. Quanto mais aceitarmos que a IA consegue fazer tudo, menos preparado estaremos para o espetacular e extraodinário (tanto positivo quanto negativo). Bom é usar a cAIxa e sair dela também.

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Oi, Angela! Que reflexão sensacional você trouxe.

É muito interessante esse ponto que você tocou sobre o "enjoo" visual. Realmente, a gente começou a notar um padrão: aquelas cores vibrantes demais, as texturas perfeitamente lisas e aquele estilo que, no fundo, parece que saiu da mesma forma de bolo. Quando todo mundo usa a mesma base sem colocar a própria mão ou o próprio olhar crítico, o resultado acaba ficando com uma cara de "pasteurizado", perde aquele detalhe humano que torna as coisas únicas.

Você foi muito certeira ao falar sobre a computação ser quase uma necessidade básica, mas a criatividade ser o que nos diferencia. A tecnologia está aí para sustentar os processos, como você disse, do plantio à medicina, mas se a gente deixar que ela dite o limite do que é possível, acabamos estagnados no que é apenas "aceitável" ou "bonitinho".

O perigo de ficar só dentro da "cAIxinha" é justamente esse: o cérebro relaxar e a gente parar de buscar o extraordinário. Usar essas ferramentas como um rascunho ou um suporte para ganhar tempo é uma coisa, mas substituir a nossa identidade e a nossa originalidade por um padrão pronto é abrir mão do que nos torna indivíduos.

Gostei muito da sua postura de não ter usado o "Claudinho" para responder aqui. Ter lido algo que veio direto da sua cabeça, com as suas pausas e o seu jeito de escrever, é muito mais rico do que qualquer prompt bem montado.

Obrigada por compartilhar esse pensamento com a gente. Continua com esse olhar crítico, ele faz toda a diferença na hora de aprender programação e lógica!

Alura Conte com o apoio da comunidade Alura na sua jornada. Abraços e bons estudos!