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Participação

Atualmente atuo na área jurídica, universo tradicionalmente conservador quanto a inovação, incluindo a tecnológico, mas a cada dia que passa estou presenciando uma quebra desse paradigma. Os Tribunais estão cada vez mais utilizando e investindo em soluções com o uso de IA, assim como a própria advocacia, resultando em entregas com mais qualidade e eficiência. O Brasil já é o país com o maior numeros de startups de legal techs. Então, o impacto tem sido grande. Já não me vejo mais analisando documentos, realizando pesquisas, elaborando peças complexas sem o auxilio de uma IA, com as devidas precauções legais e éticas.

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Oii Daniel, tudo bem?

Obrigado por compartilhar essa perspectiva tão rica no fórum, a área jurídica é um exemplo concreto e pouco citado de como a tecnologia está transformando setores que historicamente resistiram à inovação.

O que você descreveu, usar IA para análise de documentos, pesquisa e elaboração de peças, é exatamente o tipo de uso criativo e estratégico que a aula propõe refletir. E o ponto que você trouxe sobre as "devidas precauções legais e éticas" é fundamental: a tecnologia amplia capacidades, mas o julgamento humano (especialmente num contexto como o Direito) continua sendo insubstituível.

Fica a curiosidade: você já identificou alguma situação em que a IA trouxe um resultado que precisou de revisão crítica sua para ser aproveitado? Esse tipo de experiência costuma ilustrar bem onde o pensamento computacional se conecta com a prática profissional.

Conte com a Alura para evoluir seus estudos. Em caso de dúvidas, fico à disposição.

Bons estudos!

Sucesso

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Oi, Daniel

Minha primeira formação foi em Direito, então tive contato com o mundo jurídico por alguns anos. À época, ainda trabalhávamos com processos 100% físicos e realizávamos movimentações de prateleira em prateleira. É de fato notável o volume de inovações na esfera das legaltechs, especialmente na busca de precedentes, análise documental e controle de prazos.

A preocupação que tenho, compartilhada por muitos, é de expansão acelerada do uso de IA sem as devidas medidas de governança e análises de risco. A evolução cada vez mais dinâmica da IA generativa e sua rápida popularização ao longo dos últimos anos ampliaram horizontes para inovação e exercício da criatividade, mas a legislação e as políticas internas corporativas não estão acompanhando essa corrida.

Em minhas experiências profissionais, presenciei a adoção de ferramentas de IA de forma descentralizada e sem objetivo claro de ganho operacional ou melhoria. Além da automação de processos pouco maduros ou ineficientes e criação de fluxos e automações com contas e chaves de acesso pessoais, o que causou bastante dor de cabeça posteriormente.

Independente de qualquer ressalva, o potencial dessas ferramentas e gosto muito de acompanhar como estão sendo aplicadas em cada segmento.