Oi, Daniel
Minha primeira formação foi em Direito, então tive contato com o mundo jurídico por alguns anos. À época, ainda trabalhávamos com processos 100% físicos e realizávamos movimentações de prateleira em prateleira. É de fato notável o volume de inovações na esfera das legaltechs, especialmente na busca de precedentes, análise documental e controle de prazos.
A preocupação que tenho, compartilhada por muitos, é de expansão acelerada do uso de IA sem as devidas medidas de governança e análises de risco. A evolução cada vez mais dinâmica da IA generativa e sua rápida popularização ao longo dos últimos anos ampliaram horizontes para inovação e exercício da criatividade, mas a legislação e as políticas internas corporativas não estão acompanhando essa corrida.
Em minhas experiências profissionais, presenciei a adoção de ferramentas de IA de forma descentralizada e sem objetivo claro de ganho operacional ou melhoria. Além da automação de processos pouco maduros ou ineficientes e criação de fluxos e automações com contas e chaves de acesso pessoais, o que causou bastante dor de cabeça posteriormente.
Independente de qualquer ressalva, o potencial dessas ferramentas e gosto muito de acompanhar como estão sendo aplicadas em cada segmento.