sabe um cara que eu parei para assistir no YouTube outro dia e que me deu um nó na cabeça de tão bem que fala? O Simon Sinek, naquela palestra clássica do TED sobre "Como grandes líderes inspiram a ação".Eu fiquei prestando atenção não só no que ele estava falando, mas em como ele estava se comportando no palco. É bizarro como o cara domina o ambiente. Olha os insights que tirei olhando para a postura e o jeito dele:
O corpo dele não entrega nervosismoA primeira coisa que notei é que ele não fica andando de um lado para o outro igual a um doido no palco. Ele escolhe um lugar, planta os pés no chão e fala. Quando ele se mexe, é com intenção. E os gestos com as mãos parecem que desenham o que ele está pensando. Não tem aquele tique nervoso de quem quer fugir dali, sabe? Passa uma segurança absurda.
Conversa de bar, mas com conteúdoEle explica uma parada complexa que envolve biologia, cérebro e estratégias de grandes empresas. Mas a linguagem dele é tão simples que parece que ele está te explicando isso tomando uma cerveja. Ele foge totalmente daqueles termos técnicos chatos de corporação. É o tipo de conversa que qualquer pessoa entende de primeira.
O cara sabe usar o silêncioA cadência da fala dele é muito massa. Ele não fala correndo para cuspir a informação. O maior trunfo dele são as pausas. Quando ele solta a frase principal da palestra "As pessoas não compram o QUE você faz, elas compram o PORQUÊ você faz" ele simplesmente para de falar. Fica um silêncio de uns segundos no teatro. Isso é genial, porque dá tempo de o cérebro de quem está ouvindo processar o soco que acabou de levar.
Ele olha no olho de verdadeDá para ver que ele não fica olhando para o teto ou encarando a multidão como uma massa sem rosto. Ele escolhe alguém ali na primeira fila, olha bem no olho da pessoa por alguns segundos e fala diretamente para ela. Depois muda para outra. Isso cria uma conexão bizarra, parece que ele está conversando só com você, mesmo que você esteja assistindo por uma tela anos depois.
Ele não joga teoria no ventoEm vez de ficar só filosofando sobre liderança, ele ancora tudo em histórias que todo mundo conhece. Ele usa o exemplo da Apple para negócios, do Martin Luther King para movimentos sociais e dos Irmãos Wright para aviação. Ele repete a mesma lógica nesses três cenários diferentes. Fica impossível você não concordar com ele no final.
Se der ruim, ele nem ligaLogo no começo ele vai desenhar num quadro de papel (flipchart) e o negócio dá uma balançada meio desajeitada. Daria para ver o nervosismo de muita gente ali, mas ele nem pisca. Ele lida com o improviso de forma tão natural que a pequena falha técnica vira só um detalhe bobo perto da energia que ele está entregando.