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Uso intensivo da computação

É interessante como, a partir dessa reflexão proposta, nos damos conta da presença dos softwares em nosso cotidiano. Muitas vezes, nós os utilizamos sem sequer perceber todo o processo que está por trás deles, num processo de naturalização do uso da tecnologia que faz com que não atentemos às atividades de criação e às pessoas responsáveis por sua existência e funcionamento. Eu sou professora universitária, e posso dizer que a maior parte de minhas atividades profissionais envolvem o uso de algum software, desde aqueles voltados à comunicação, como e-mail e whatsapp, até aqueles que são fundamentais na produção de meus materiais de trabalho (processadores de textos, planilhas, geração de apresentações) e na organização de meu dia a dia (agendas, planners). Essa presença também é grande em minhas atividades de lazer, de deslocamento pela cidade, de organização da casa e da vida pessoal: aplicativos para apoio à saúde, para ouvir música, para solicitar um transporte ou saber qual utilizar, para fazer compras, entre tantos outros.
Pensando em todos esses usos, parece-me que a criatividade está envolvida nos softwares em várias dimensões, que vão desde o seu processo de criação, quando os desenvolvedores precisam criar soluções para problemas específicos, até seu uso final, uma vez que muitos desses softwares funcionam como potencializadores para nossas atividades rotineiras, envolvendo também um uso criativo feito na ponta final do processo, pelo usuário.