Se eu paro para observar uma manhã comum da minha rotina, percebo que praticamente todas as minhas ações passam, de alguma forma, pelo uso de softwares. O dia começa com o despertador do celular, seguido pela checagem de mensagens em aplicativos de comunicação, e rapidamente já estou acessando e-mails, organizando tarefas em ferramentas digitais e, muitas vezes, consultando documentos e planilhas para dar andamento às demandas de trabalho.
No meu contexto profissional, como Designer Instrucional, o uso de softwares é ainda mais evidente e estratégico. Utilizo diferentes plataformas para estruturar conteúdos, validar materiais, organizar fluxos de produção e colaborar com o time. Ferramentas de autoria, editores de texto, planilhas e ambientes virtuais de aprendizagem fazem parte constante do meu dia a dia, apoiando não só a execução, mas também a qualidade das entregas.
Além disso, consigo identificar diversas situações em que o uso de software envolve diretamente a criatividade. Ao transformar um conteúdo técnico bruto em uma experiência de aprendizagem mais didática e engajadora, por exemplo, estou usando ferramentas digitais para criar roteiros, propor interações, pensar em recursos visuais e até estruturar experiências como games ou podcasts educacionais. Nesse processo, o software deixa de ser apenas um meio operacional e passa a ser um facilitador da criação.
Outro ponto importante é o uso de inteligência artificial e outras tecnologias emergentes, que tenho explorado como apoio para gerar ideias, otimizar processos e ampliar possibilidades dentro do eLearning. Isso reforça como o software também pode ser um parceiro criativo, contribuindo para inovação no desenvolvimento de soluções educacionais.
Dessa forma, fica claro para mim que o software não está apenas presente na rotina, ele molda a forma como organizo meu trabalho, como aprendo e como crio. E, nesse cenário, me vejo não só como usuária dessas tecnologias, mas também como alguém que participa ativamente da economia criativa, ao idealizar e desenvolver experiências de aprendizagem que impactam outras pessoas.