Documente as quatro eras do RH: industrial, humanista, sistêmica e digital
Industrial (1856 - 1915)
- Aconteceu em meados da 2° Revolução Industrial. É marcada pela eletricidade, motores a combustão, aço e produção em massa - Linhas de montagem como o Fordismo e Taylorismo.
- Aqui a indústria começa a se expandir globalmente. Apesar disso, a era foi marcada pelas longas jornadas de trabalho, trabalho repetitivo e péssimas condições de trabalho.
- Ainda não existia o conceito de RH como conhecemos hoje. O que começava a surgir era o Departamento Pessoal (DP), com foco em folha de pagamento, controle de jornada e registros trabalhistas, principalmente para atender às primeiras legislações e organizar as relações de trabalho.
Humanista (1930 - 1950)
- Em meio a 2° guerra mundial, esse período é influenciado pela Escola das Relações Humanas, especialmente após os estudos de Hawthorne.
- Aqui o RH começa a dar os primeiros passos, com o surgimento da Psicologia Organizacional, voltando o olhar ao colaborador, a motivação, clima e relações humanas.
- O colaborador deixa de ser visto apenas como “mão de obra” e começa a ser reconhecido como parte essencial para os resultados da organização.
- No final desta era começam a nascer os primeiros Baby Boormers.
Sistêmica (1960 - 1980)
- Vivendo a 3° revolução industrial, as organizações começam a crescer e se estruturar em departamentos. Com elas, os modelos americanos de Administração ganham força no Brasil.
- Surge também o setor de "RH" como "Gestão de Recursos Humanos", bem como o RH Estratégico e conceitos de Seleção, treinamento, avaliação de desempenho e remuneração integrado ao sistema.
- Aqui vemos o encontro de duas gerações no mercado de trabalho, os Baby boomer e a geração X.
Baby Boomers (1945 - 1963): Nascidos no pós-guerra, valorizam a estabilidade profissional, trabalho duro e liderança
Geração X (1964 - 1980): Conhecidos como a "geração esquecida", são adaptáveis, independentes e focados no equilíbrio vida-trabalho
Estratégica e Digital (1990 - Até hoje)
- Marcada pela 4° Revolução Industrial. É focada na Indústria 4.0, integra o físico, digital e biológico através de Internet das Coisas (IoT), IA, Big Data e robótica avançada, otimizando cadeias produtivas.
- Marco da globalização e transformação do trabalho, Bem como as condições trabalho e a criação da modalidade de trabalho remoto.
- David Ulrich trouxe o conceito moderno de RH como parceiro de negocio, bem como o HRBP (Human Recouses Business Partner).
- RH deixa de ser um setor burocrático e passa a tratar de temas como atração de talentos, cultura, dados, diversidade, experiência do colaborador e liderança.
Aqui vemos o encontro de duas gerações no mercado de trabalho, Millenials e Geração Z, e o inicio da inclusão de mais uma, a geração Alpha.
Millenials (1981 - 1997): Nativos digitais iniciais, vivenciaram a transição tecnológica. Valorizam propósito no trabalho, flexibilidade e experiências.
Geração Z - (1998 - 2009): Nascidos com a internet, são nativos digitais profundos, valorizam autenticidade, diversidade, sustentabilidade e uso intenso de redes sociais.
Geração Alpha (2010 - Atual): Filhos dos Millennials, os primeiros estão começando a atuar como Jovem Aprendiz, cresceram em um mundo de telas sensíveis ao toque e IA, com alto nível de letramento digital desde a infância.
Avalie como essas transformações influenciam a estratégia e a gestão de pessoas na sua organização;
O RH passou por diversas transformações até chegar onde está hoje. No ramo do varejo, por exemplo, olhar para pessoas é fundamental.
Desde o recebimento de mercadorias, organização e abastecimento das prateleiras até o atendimento final ao cliente, todos esses processos envolvem pessoas e pessoas precisam ser cuidadas.
Um dos grandes desafios do varejo é a escassez de mão de obra qualificada e a alta rotatividade. Nesse contexto, saber atrair, selecionar, integrar, desenvolver e reter talentos torna-se estratégico para a sustentabilidade do negócio.
Ter um RH alinhado à estratégia da organização, orientado por dados e focado na experiência do colaborador deixa de ser diferencial e passa a ser uma necessidade para manter competitividade e resultados consistentes.