Deixa eu começar com uma pergunta simples: você já teve a sensação de que, em algum momento, alguém vai descobrir que você não é tão bom quanto parece? Que você meio que deu sorte até aqui? Se isso já passou pela sua cabeça, você provavelmente já experimentou o que a gente chama de síndrome do impostor. Antes de continuar, deixa eu me apresentar rapidamente. Eu sou Bruno Ferrari, trabalho há anos como Account Manager e Gestor de Novos Negócios, hoje atuo em treinamentos corporativos para lideranças jovens que querem viver uma nrealidade no trabalho mais saudável.
Sendo bem honesto: eu já senti isso várias vezes, inclusive em momentos como cruciais que poderiam colocar uma promoção em risco ou prejudicar o time. Mesmo tendo resultados constantes mês a mês, ainda vinha aquela sensação de “será que eu estou enganando todo mundo?”. E conversando com outras pessoas, inclusive gente muito mais experiente do que eu, eu percebi que isso é muito mais comum do que parece.
O problema é que essa sensação não é só desconfortável, ela afeta decisões, faz a gente se sabotar, adiar movimentos importantes e até perder oportunidades. Então hoje eu quero explorar três coisas com vocês: por que a síndrome do impostor acontece, como ela se manifesta no dia a dia e, principalmente, como lidar com isso de forma prática. Porque ignorar isso não resolve, mas entender pode salvar a sua carreira e sua paz de espírito.
A síndrome do impostor não é sobre falta de capacidade, é sobre a incapacidade de reconhecer a própria capacidade. E ela costuma aparecer de formas muito específicas: quando você atribui seu sucesso à sorte, quando você minimiza suas conquistas, ou quando sente que precisa provar constantemente que merece estar onde está.
E aqui entra um ponto curioso: muitas vezes, quanto mais você evolui, maior pode ser essa sensação, porque o seu nível de referência sobe mais rápido do que a forma como você se enxerga. Ou seja, você cresce por fora, mas sua percepção interna não acompanha na mesma velocidade. E é aí que começa o conflito.
A boa notícia é que existem algumas formas de lidar com isso. Uma delas é começar a registrar suas conquistas de forma intencional, porque confiar só na memória é enganos; a gente tende a lembrar mais dos erros do que dos acertos.
Outra é aprender a separar fatos de percepção: uma coisa é o que realmente aconteceu, outra é a história que você conta sobre aquilo. Também ajuda muito reduzir comparações com recortes irreais, porque você normalmente compara o seu bastidor com o palco dos outros.
E talvez o mais importante seja normalizar essa sensação, entender que ela não é um sinal de incapacidade, mas muitas vezes um efeito colateral de quem está se desafiando e saindo da zona de conforto.
No fim das contas, talvez a síndrome do impostor não desapareça completamente, mas talvez o objetivo não seja eliminar ela, e sim parar de deixar que ela tome decisões por você. Porque, no final, a única pessoa que ainda não reconheceu totalmente o seu valor pode ser você.
Peqgue leve com você mesmo. Afinal você tem que conviver com você mesmo a todo tempo, torne-se uma boa compania para si.
Obrigado