Após estudo do Tópico Pesquisa de Usuário, escolhi o site da Amazon para experimentação e fiz o seguinte esquema de observação.
Da criação de login para usuário novo até colocação do produto no carrinho e finalização.
Você está vendo a versão anterior da nova experiência da Alura que estamos preparando para você. Em breve, ela ganha uma identidade visual novinha totalmente pensada em potencializar seus estudos!
Após estudo do Tópico Pesquisa de Usuário, escolhi o site da Amazon para experimentação e fiz o seguinte esquema de observação.
Da criação de login para usuário novo até colocação do produto no carrinho e finalização.
Oii, Paula.
O seu esquema de observação tá bem estruturado e demonstra um olhar atento para a jornada do usuário. Identificar pontos de atrito no início da experiência ajuda a entender por que alguns usuários desistem antes mesmo de completar a primeira compra.
Pra complementar seu esquema, você pode adicionar notas sobre os sentimentos do usuário em cada etapa:
Documentar esses momentos de "dor" é o primeiro passo para propor melhorias de design que tornem o caminho do usuário mais natural.
Olá, professora!
Escutei o podcast do conteúdo relacionado.
Muito interessante todo o conteúdo abordado. Ao final do podcast uma frase chamou muita atenção "a experiência não é só tela. Trata-se da experiência de como o produto será entregue..." Aí me lembrei de um momento recente, que nem tem relação com a tela, porém fiquei pensando. Soluções e novas experiências podem nascer a partir de um pensamento assim? Estaria no caminho?
Recentemente tive uma perda do meu cão de estimação e pelo tempo que conviveu conosco já mais do que um cão e sim membro da família (13 anos).
Após perda , recebi uma carta escrita a mão de uma das funcionárias da recepção. Uma carta confortante e que interiormente em um momento de tristeza , trouxe muita alegria. Logo pensei: "Nossa, ainda existem pessoas que escrevem cartas?" Apesar de ser uma prática perdida pela grande maioria ou porque não dizer quase todos, falando por mim, lembro com carinho e com boas lembranças de quando escrevia e a felicidade de que quando recebia. Felicidade esta que senti ao receber desta funcionária.
Trazendo isso para o pensamento estratégico, aquela funcionária com sua atitude promoveu empatia, acolhimento com uma simples carta, onde ela fez por ela mesma. Não sendo ação da instituição PET . Transformando a ação , em uma ação tecnológica poderia a instituição promover após situações como estas, vividas pelas pessoas, realizar a emissão de forma eletrônica de uma "carta digital" vamos dizer assim, ou uma mensagem para confortar a família que perdeu o seu PET. Estamos falando de perda, porém, poderia ser um momento de alegria também. Talvez uma internação e uma alta bem sucedida.
Outro ponto, a carta escrita a punho demonstrou aproximação, mesmo sem ver aquela funcionária. Sensibilidade com a minha perda.
A partir do momento que transformamos a carta em digital e simplesmente apertamos o botão de "enviar" esta proximidade pode se perder, sendo somente mais um arquivo online, ou uma mensagem que pode virar lixo eletrônico.
Como aproximar ou manter a empatia em situação como esta fazendo com o que o cliente possa ter uma experiência realmente incrível e diferenciada?
Oi, Paula.
Eu sinto muito pela sua perda. Perder um companheiro de 13 anos é enfrentar a partida de um membro da família, e é natural que o carinho recebido nesse momento tenha deixado uma marca profunda.
A sua reflexão toca no coração do que chamamos de Service Design (Design de Serviço). Você percebeu que a experiência do usuário não termina quando a tela apaga ou o produto é pago; ela continua nas interações humanas e nos processos invisíveis.
Alguns caminhos para pensar em como equilibrar tecnologia e empatia sem perder o calor humano:
A carta escrita à mão tem um valor altíssimo justamente por ser escassa. Ela prova que alguém dedicou tempo real a você. Ao digitalizar isso, o risco é automatizar a emoção, o que pode soar artificial. Pra evitar que vire "lixo eletrônico", o foco deve ser na personalização real:
Pra que a experiência seja diferenciada, o design deve focar em momentos de verdade:
Você está no caminho certo ao questionar se soluções podem nascer daí. O design de experiência busca resolver problemas e gerar conexões. No seu exemplo, o "problema" era o luto, e a "solução" foi o acolhimento.
Quando pensamos em produtos digitais, o segredo é usar a tecnologia para escalar o cuidado, não para substituir a intenção. Se o sistema ajuda o funcionário a ser mais empático (avisando sobre uma alta ou facilitando o envio de um conforto), ele cumpriu seu papel de design centrado no ser humano.