Percebi que opero constantemente em modo computacional no meu trabalho, mas ainda não tinha parado pra assimilar isso por não estar imersa no mundo da programação. Cada protocolo que sigo na bancada é, na verdade, um algoritmo físico. Se eu não decompor o processo e entender os padrões de reação, o material final não atinge o objetivo. Essa lógica de organização é tipo um mimetismo: a gente observa como a natureza resolve problemas e tenta traduzir isso em passos lógicos.
O meu grande 'estalo' foi notar que o pensamento computacional não é uma habilidade nova que estou adquirindo do zero, mas uma forma de organizar e dar nome a processos que já realizava para otimizar o meu trabalho. É incrível perceber que várias coisas no meu dia a dia, no fundo, falam a mesma língua.