Penso que o pensamento computacional é, na verdade, uma tradução do pensamento humano. Trata-se de uma representação do próprio funcionamento humano, pois surge a partir dele. Em 2026, diante de máquinas com capacidade de processamento e velocidade sobre-humanas, é fácil esquecer a ordem dos fatores: o pensamento computacional decorre do pensamento humano, e não o contrário.
Ainda assim, muitas vezes não realizamos esses processos de forma totalmente consciente e funcionamos “no piloto automático”. Não à toa, a filosofia e a religião discutem, há muito tempo, a existência do livre-arbítrio e da liberdade. Há quem defenda, como Sapolsky, que nossas ações são pré-determinadas por fatores psicossociais, políticos, econômicos e genéticos. Por outro lado, há hoje uma ampla crença no poder de manifestar intenções, além de inúmeros livros que afirmam ser possível mudar qualquer hábito em poucos dias.
Fica, então, uma abertura para a discussão filosófica: também somos programados?