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O que está por trás do feedback

O caso do Maurício mostra que o feedback é algo delicado, porque muitas pessoas associam críticas a julgamentos pessoais, cobranças ou conflitos. Por isso, nem sempre uma proposta como a retrospectiva é recebida com entusiasmo. Muitas vezes, as pessoas têm medo de serem expostas, criticadas ou responsabilizadas pelos problemas do time.

Além disso, cada pessoa reage de uma forma diferente ao feedback. Algumas conseguem enxergar uma oportunidade de crescimento, como aconteceu com a Suzane após refletir sobre o comentário do chefe. Outras podem interpretar o feedback como uma injustiça, uma cobrança excessiva ou até uma invasão do seu trabalho, como o Maurício sentiu quando sugeriram que ele aprendesse Photoshop.

Para melhorar a interação com os colegas, o Maurício poderia:

Explicar melhor o objetivo da retrospectiva, mostrando que ela não serviria para apontar culpados, mas para buscar soluções em equipe.
Criar um ambiente seguro e respeitoso, onde todos possam falar sem medo de julgamentos.
Ouvir mais antes de propor mudanças, entendendo as dificuldades e inseguranças das pessoas.
Praticar a empatia, tentando compreender os motivos por trás das atitudes dos colegas.
Dar feedbacks de maneira construtiva, focando no comportamento e na solução, e não na pessoa.

Da mesma forma, ao receber um feedback, o ideal é evitar respostas defensivas imediatas. Refletir antes de reagir ajuda a identificar se existe algo útil naquele comentário, mesmo que ele tenha sido desconfortável.

No caso do aplicativo de mandarim, por exemplo, Maurício poderia ter evitado entrar no looping da reclamação e buscado uma solução prática junto à equipe, como alinhar previamente as restrições da identidade visual com o cliente em futuros projetos.

Portanto, sim: muitas pessoas ainda não estão totalmente preparadas para dar ou receber feedbacks. Isso exige maturidade emocional, empatia, comunicação respeitosa e disposição para aprender continuamente.