depoimento apresentado revela de forma equilibrada a coexistência entre o pensamento calculante e o pensamento meditante no tema da produtividade e foco. O pensamento calculante aparece quando o autor identifica com objetividade os elementos que prejudicam sua concentração — como celular, redes sociais e jogos — e propõe estratégias práticas de gestão do tempo, eliminação de distrações e otimização do ritmo de trabalho. Essa perspectiva demonstra uma postura racional voltada à eficiência e ao alcance de resultados.
Por outro lado, o pensamento meditante se manifesta quando ele reflete sobre a importância das relações humanas, especialmente no convívio familiar, reconhecendo que atenção, afeto e presença não devem ser sacrificados em nome do hiperfoco. Nesse modo de pensamento, o autor valoriza o equilíbrio, o respeito ao próprio processo e a necessidade de descanso, ócio e autocompaixão. Ele demonstra compreender que produtividade não se resume a fazer mais, mas a fazer bem, sem abrir mão do que dá sentido à vida.
Assim, o depoimento evidencia que uma abordagem realmente saudável da produtividade depende da combinação desses dois modos de pensar: o calculante, que organiza e orienta a ação, e o meditante, que confere profundidade, propósito e humanidade ao trabalho.