Os aparelhos da marca Apple, ao serem lançados em 2007, representaram uma inovação radical. Eles não apenas aprimoram celulares existentes, mas introduziram um conceito totalmente novo: uma interface multitoque intuitiva que combinava as funções de um telefone, um reprodutor de música (iPod) e um computador de bolso. Essa mudança fundamental na forma como interagimos com um dispositivo móvel foi uma ruptura com o que existia. Nas gerações seguintes, o iPhone passou por inovações incrementais. A Apple focou em aprimorar o processador, a qualidade das câmeras, a duração da bateria e refinar o sistema operacional. Essas melhorias otimizaram o produto sem alterar sua essência fundamental.
Já os veículos elétricos, como o Tesla, demonstram uma inovação radical centrada na substituição de componentes chave. A transição do motor a combustão para o motor elétrico exigiu a eliminação de peças como o tanque de combustível, o sistema de escapamento e a transmissão complexa. Em seu lugar, foram introduzidos novos componentes essenciais: baterias de alta capacidade (íon-lítio), motores elétricos eficientes e sistemas avançados de gerenciamento de energia e software. Essa mudança tecnológica alterou
Em ambos os casos, a aplicação comercial dessas inovações foi crucial para o seu sucesso, alinhando-se à ideia de Schumpeter de que a inovação, para ser efetiva, precisa ser introduzida com sucesso no mercado.