As empresas optam por não usaram a inovação radical pelo medo de ter muito gastos financeiros e a rejeição do público e, então preferem a inovação incremental em apenas melhor o que já da retorno a empresa?
As empresas optam por não usaram a inovação radical pelo medo de ter muito gastos financeiros e a rejeição do público e, então preferem a inovação incremental em apenas melhor o que já da retorno a empresa?
Olá, Erick. Como vai?
Você trouxe uma excelente perspectiva para o fórum! A sua análise está coberta de razão e bate de frente com o maior dilema enfrentado por gestores e diretores de tecnologia e negócios no mundo inteiro.
A sua percepção descreve exatamente o que na literatura de negócios chamamos de aversão ao risco. A grande maioria das empresas consolidadas prefere focar na inovação incremental justamente porque ela oferece segurança, previsibilidade financeira e a garantia de que já existe um público consumidor validado para aquele produto ou serviço.
Para aprofundar essa sua dúvida e enriquecer o debate no capítulo de "Tipos de Inovação", vale a pena analisarmos como esses dois modelos se comportam na prática e por que as empresas agem assim.
Para entender o comportamento das empresas, podemos colocar os dois tipos de inovação em uma balança de custo, tempo e incerteza:
Como você bem pontuou, aqui a empresa foca em melhorar o que já dá retorno. São pequenas atualizações, melhorias de performance ou mudanças estéticas em um produto que já existe.
Aqui a empresa cria um produto, serviço ou modelo de negócios completamente novo, que muitas vezes destrói ou substitui o mercado antigo.
Embora a inovação incremental seja vital para manter o faturamento da empresa no mês seguinte, focar apenas nela pode ser uma armadilha fatal a longo prazo.
Se uma organização passa anos apenas melhorando o seu produto atual e ignorando as mudanças tecnológicas radicais que estão acontecendo ao redor, ela corre o risco de se tornar obsoleta muito rápido. Foi exatamente o que aconteceu com a Kodak (que focou tanto em melhorar as películas de filme fotográfico que perdeu a onda da fotografia digital) e com a Nokia (que liderava o mercado de celulares físicos e demorou a reagir à era dos smartphones com telas de toque).
O Equilíbrio Perfeito: As empresas mais bem-sucedidas do mercado moderno aplicam uma estratégia chamada Ambidestria Organizacional. Elas usam cerca de 70% a 80% do seu orçamento para manter e melhorar o negócio atual (incremental) e separam de 20% a 30% para apostar em projetos ousados e incertos (radical). Dessa forma, elas garantem o dinheiro de hoje enquanto constroem o futuro.
Parabéns pelo excelente senso crítico e por levantar uma discussão de tão alto nível sobre a gestão da inovação no fórum!
Você consegue identificar se a empresa onde você trabalha ou as marcas que você consome no dia a dia atuam mais no lado incremental ou se arriscam no radical?