Confesso que, por não ser da área de design, o conceito de empatia radical me pareceu subjetivo no início. Mas, pelo que entendi do artigo, a ideia não é apenas “ouvir melhor o usuário”.
O ponto central é reconhecer que quem cria uma solução também carrega vieses, experiências e pontos cegos. Se isso não for considerado, podemos acabar desenhando produtos para um “usuário médio” e deixar de fora pessoas com realidades diferentes, como pessoas com deficiência, grupos marginalizados ou usuários que não se parecem com quem está criando a solução.
O que mais me chamou atenção foi essa provocação: quando falamos em produto centrado no humano, de qual humano estamos falando? Quem foi considerado? Quem não foi ouvido? Que necessidades foram ignoradas?
Trazendo para minha realidade profissional, começo a entender a empatia radical menos como um conceito subjetivo e mais como uma forma de qualificar a análise antes da solução. Ela ajuda a questionar se estamos resolvendo uma necessidade real ou apenas confirmando a visão interna da equipe.
Nesse sentido, acredito que a empatia radical pode contribuir para produtos mais inclusivos, úteis e sustentáveis, porque amplia o olhar sobre quem realmente será impactado pela solução.