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Valor do cáculo

Sobre o financiamento do carro de 50.000,00, em 96 x com taxa de 1% a.m.
Ao olhar na calculadora, o valor da parcela seria 812,64. Não entendi o professor informar que os juros seriam acima de 129mil..

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Oi, Maria!

O que acontece aqui é uma confusão frequente entre acumular um montante e amortizar uma dívida em parcelas. Vamos entender por que o cálculo do professor deu um valor diferente do seu.

O cálculo do professor: Capitalização Composta Pura

O professor utilizou a fórmula direta do montante dos juros compostos:

$$M = P_0 \times (1 + i)^n$$

No exemplo do carro:

  • Valor inicial ($P_0$): R$ 50.000,00
  • Taxa ($i$): 1% ao mês ($0,01$)
  • Tempo ($n$): 96 meses

Se aplicarmos os valores:

$$M = 50000 \times (1 + 0,01)^{96}$$

$$M = 50000 \times 2,59927$$

$$M \approx 129.963,65$$

Esse valor de R$ 129.963,65 seria o total a pagar se o Anacleto tivesse pegado os R$ 50.000,00 emprestados e não pagasse nenhuma parcela mensal, deixando para quitar tudo (o valor inicial + todos os juros acumulados) de uma única vez lá no final dos 96 meses. Por isso o professor mencionou que esse total equivale a mais de dois carros e meio.

O seu cálculo: Amortização em Parcelas (Tabela Price)

Quando você jogou na calculadora e encontrou a parcela de R$ 812,64, você calculou um financiamento real do dia a dia, onde o saldo devedor vai diminuindo todo mês.

A cada mês que o Anacleto paga uma parcela, ele abate uma parte da dívida. Logo, no mês seguinte, o juro de 1% é calculado sobre um saldo devedor menor, e não sobre os R$ 50.000,00 inteiros.

Se multiplicarmos a sua parcela pelo número de meses:

$$\text{Total pago} = 812,64 \times 96 \approx 78.013,44$$

Nesse cenário de parcelas mensais, o total pago seria por volta de R$ 78.000,00 (o que dá quase 1 carro e meio, e não dois e meio).

Por que o professor explicou dessa forma?

O objetivo do professor no vídeo foi demonstrar o efeito multiplicador puro dos juros compostos ao longo do tempo (o famoso "juros sobre juros") usando uma fórmula direta, para que ficasse clara a diferença teórica entre o crescimento linear (juros simples) e o crescimento exponencial (juros compostos).

No trecho do vídeo, ele acabou tratando o exemplo como um montante acumulado no final do período, em vez de diluir o pagamento em uma tabela de amortização com parcelas decrescentes ou fixas.

Deu para compreender a diferença entre as duas visões?

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