Na minha visão, o Design Thinking tem relação direta com a inovação porque ajuda a evitar um erro comum em empresas que não tem a cultura ou maturidade de desenho: começar pela solução antes de entender bem o problema.
Ao colocar o ser humano no centro, essa abordagem tende a favorecer a empatia através da escuta, a definição mais clara da dor, e as demais etapas do design thinking. Isso aumenta a chance de criar soluções que realmente gerem valor para clientes, usuários e para o próprio negócio.
Vejo também uma conexão importante com a Teoria U, de Otto Scharmer, especialmente na ideia de suspender julgamentos, observar o sistema com profundidade e ouvir diferentes perspectivas antes de agir. Tanto o Design Thinking quanto a Teoria U ajudam a sair da lógica de “resolver rápido” para a lógica de “entender melhor para resolver certo”.
Por isso, acredito que o Design Thinking pode ser eficaz em diferentes setores, desde que não seja tratado apenas como uma dinâmica criativa. Seu maior valor está em conectar criatividade, governança e performance, reduzindo o risco de investir tempo e recursos em soluções que parecem boas, mas não resolvem uma necessidade real, podem até ser uma invenção, mas não uma nova inovação. Percebo muito isso em exemplos simples como o constante uso de planilhas e apresentações que demandam esforço e tempo para serem desenvolvidos e até atualizados com bastante frequência.