Trazendo para meu ambiente de governança e atuação com uma ampla variedade de personalidades e pessoas, penso que a governança pode ser aplicada em projetos de Design Thinking garantindo que a criatividade não vire improviso. Inovar não significa trabalhar sem critério, mas sim criar um ambiente onde as ideias possam ser testadas com clareza de propósito, papéis, indicadores, limites e tomada de decisão.
Em um projeto de Design Thinking, a governança pode aparecer em alguns pontos:
- Clareza do problema: antes de buscar soluções, é preciso definir qual dor será tratada, quem é impactado e qual resultado se espera.
- Critérios de decisão: as ideias devem ser avaliadas considerando desejabilidade, viabilidade e praticabilidade.
- Papéis e responsabilidades: definir quem participa, quem decide, quem valida e quem executa.
- Prototipação controlada: testar em pequena escala antes de investir muitos recursos.
- Medição de impacto: acompanhar se a solução realmente gerou valor para o usuário e para o negócio.
Quando a liderança entra com a mente fechada para a inovação, acredito que o melhor caminho não é confrontar diretamente, mas criar condições para ampliar a escuta e reduzir resistências. Nesse ponto, vejo conexão com a Teoria U, especialmente na ideia de suspender julgamentos, observar o sistema com mais profundidade e ouvir diferentes perspectivas antes de agir. A metodologia também alerta para o risco de repetir soluções antigas para problemas novos, algo comum quando a liderança está presa a modelos mentais do passado.
Na prática, penso que um bom caminho seria começar com evidências, pequenos experimentos e resultados visíveis. Muitas vezes, a liderança pode resistir à inovação por enxergar risco, custo ou perda de controle. Por isso, acredito que apresentar um problema real, propor um teste pequeno, medir o resultado e conectar a inovação a indicadores de negócio pode tornar a conversa menos abstrata e mais estratégica.
Dessa forma, vejo a governança no Design Thinking não como algo que limita a inovação, mas como uma forma de dar mais segurança ao processo. Ela pode ajudar a manter o foco no problema certo, favorecer o aprendizado rápido e aumentar as chances de gerar impacto mensurável. Isso é aplicável nas técnicas conhecidas ou essa "governabilidade" tenderia a atrapalhar o processo inovador?