Comecei mapeando o funil principal (visitas, leads e vendas) e queria compartilhar o que encontrei.
Fazendo os cálculos, vi que a conversão média de visitas para leads gira em torno de 1,26%, enquanto a de leads para vendas é de aproximadamente 15,1%. No fim das contas, a conversão total fica em 0,19%. Com isso, fica muito claro para mim que o maior gargalo hoje está na primeira etapa do funil: atraímos muita gente, mas poucos viram leads de fato. Em maio, agosto e dezembro, por exemplo, essa conversão caiu para a casa dos 0,80%.
Quando olhei para os KPIs financeiros, algumas tendências saltaram aos olhos. O ROI foi muito melhor em dezembro (5,84), setembro (4,63) e fevereiro (4,44), e sofreu mais no meio do ano, em maio, junho e julho. Também notei que o LTV cresce bastante no último trimestre, o que indica que os clientes adquiridos no final do ano trazem muito mais valor para a empresa. Em contrapartida, quando a entrada de leads diminui, como aconteceu no mês de março, o CPL e o CAC acabam aumentando, porque fica muito mais caro gerar resultado.
Sobre os canais que mais geram receita, o Instagram disparou na frente, trazendo cerca de R$ 197.473 no período. Depois aparecem o tráfego direto (R$ 110.053), e-mail (R$ 98.891) e influenciadores (R$ 81.643). Isso mostra a forte dependência do Instagram para aquisição hoje.
O diagnóstico que eu tiro de tudo isso é o seguinte: o negócio tem uma capacidade excelente de gerar receita (especialmente no segundo semestre), mas é preciso atacar com urgência a conversão de visitas para leads. Se melhorarem esse 1,26% inicial, o impacto positivo em vendas ao longo de todo o funil será enorme.