- Personagem: Bruno Ferrari, 15 anos como Account Executive em vendas B2B. Construiu identidade e carreira em algo que não era seu.
- Tensão: Burnout, saúde deteriorada, vícios e um emprego que durou 3 semanas. O corpo quebrou antes da cabeça admitir.
- Nível de detalhes: A decisão veio sem audiência, sem formato e sem certeza. Com conta, família e a pressão de parecer atrasado.
- Resolução: Ainda não tem sucesso de números, tem direção. O que mudou foi parar de ser coadjuvante da própria história.
Título: "Me perdi pra me achar"
ABERTURA (1 min)
"Durante 15 anos eu fui muito bom em vender o produto de outra pessoa. Sabia o discurso, sabia o cliente, sabia fechar. Mas em algum momento eu percebi que estava sendo um personagem não jogador da minha própria história."
Pausa.
"Esse momento foi o mais assustador e o mais honesto que já tive."
QUEM SOU EU (2 min)
Me chamo Bruno Ferrari. Por 15 anos atuei como Account Executive em vendas de SaaS B2B. Vivia de metas, de pipeline, de trimestre em trimestre. Era bom no que fazia. Isso nunca foi o problema.
O problema era que eu tinha construído uma identidade inteira em torno de algo que não era meu.
DE ONDE VENHO (3 min)
O corpo avisou antes da cabeça aceitar.
Ganhei peso. Os vícios foram crescendo. A energia foi caindo. Não de uma vez. Em camadas, ao longo do tempo. Isso tem nome: burnout. Mas enquanto está dentro, parece só cansaço.
Aceitei um emprego novo achando que era a solução. Durei 3 semanas.
Não pedi demissão porque o trabalho era ruim. Pedi porque percebi que qualquer versão daquilo me levaria ao mesmo lugar. Era o padrão, não o emprego.
Naquele dia eu estava sem emprego, com saúde deteriorada, e a sensação clara de que tinha sido coadjuvante da minha própria história por tempo demais.
A VIRADA (2 min)
Não é quando o senso comum diz que você recomeça. Tem conta, tem responsabilidade, tem a pressão de parecer atrasado em relação a quem começou mais cedo.
Mas a pergunta que ficou foi: se não agora, quando?
Decidi criar um canal no YouTube sobre espiritualidade. Parece distante de 15 anos vendendo software, e é mesmo. Não tinha audiência. Não tinha formato. Não tinha certeza.
Tinha direção.
PARA ONDE VOU (2 min)
Não vou mentir dizendo que deu certo. Ainda estou construindo. Ainda estou aprendendo a me ver de um jeito diferente, como protagonista, não como executor do roteiro de outra pessoa.
O que mudou não foi o sucesso. Foi a visão de mim mesmo.
Cada pequeno passo nesse caminho eu sinto como meu, não como meta do trimestre de alguém.
FECHAMENTO (30 seg)
"Se você está esperando o momento certo para tomar uma decisão que já está dentro de você, eu só tenho uma coisa a dizer: o personagem não jogador nunca vira protagonista esperando a vez."