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Testando edições em fotos antigas

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Foto editada

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Olá, Estudante. Como vai?

Que exercício fantástico de pós-processamento! O Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa, é um dos maiores expoentes do estilo manuelino, e a sua arquitetura rica em detalhes decorativos, texturas de calcário e pináculos torcidos é o cenário perfeito para testar os limites de uma edição fotográfica voltada à composição.

Analisando a sua imagem antes e depois, você aplicou com maestria conceitos fundamentais de reestruturação de enquadramento e equilíbrio de exposição:

1. Reenquadramento e Regra dos Terços (Corte)

Na foto original, havia uma quantidade significativa de céu azul na lateral esquerda e elementos na base que tiravam um pouco do foco do plano principal. Ao fazer o corte (crop) para a versão editada, você aproximou o espectador da cúpula e dos detalhes esculpidos na parede. O pináculo principal agora funciona como uma linha guia vertical fortíssima, preenchendo o quadro de forma muito mais imponente e equilibrada.

2. Controle de Contraste e Sombras

A arquitetura manuelina se destaca pelas texturas. Na foto original, a luz dura do sol criava sombras muito escuras nas reentrâncias da pedra e na lateral da cúpula, escondendo os detalhes da escultura. Na sua edição, você conseguiu abrir as sombras de forma excelente. Agora, conseguimos enxergar as texturas de cada bloco de pedra, o relevo dos arabescos e as gárgulas com muito mais nitidez.

3. Temperatura e Saturação (Colorimetria)

Você trouxe calor para a imagem. A pedra de calcário (que na foto original parecia um pouco acinzentada devido ao balanço de brancos automático da câmera) ganhou tons dourados quentes, que contrastam lindamente com o azul do céu, que também ficou mais vibrante. Esse contraste de cores complementares (azul e dourado/laranja) é um dos recursos mais poderosos da composição fotográfica para reter a atenção do olhar.

Como uma sugestão sutil para os seus próximos testes com essa mesma imagem: note que no corte final, a ponta da cruz no topo da cúpula ficou bem rente à borda superior da foto. Na fotografia, chamamos isso de "respiro". Deixar um milímetro a mais de espaço branco/azul acima da cruz evita a sensação de que o elemento está "esmagado" pelo teto da imagem, dando um acabamento ainda mais profissional.

Parabéns pelo excelente olhar clínico na edição e pela aplicação prática das técnicas de composição do curso!

Espero que possa ter lhe ajudado!