Esse tema me lembrou o livro Comece pelo Porquê, do Simon Sinek. Na minha leitura, a ideia de se apaixonar pelo problema, e não pela solução, conversa diretamente com a importância de entender o propósito antes de definir o produto, a ferramenta ou a tecnologia.
Quando uma empresa se apaixona pela solução, ela corre o risco de defender uma ideia mesmo quando ela já não gera valor. A solução vira um fim em si mesma. Mas, quando a empresa está conectada ao problema que deseja resolver, ela consegue mudar o caminho, testar alternativas, abandonar hipóteses ruins e continuar fiel ao propósito.
Vejo isso como um ponto central da inovação. Inovar não é apenas criar algo novo ou tecnicamente interessante. É resolver um problema real, gerar valor e permanecer atento às pessoas impactadas pela solução.
Por isso, para mim, a pergunta mais importante não é “qual solução queremos lançar?”, mas “qual problema realmente merece ser resolvido?”.