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O MS-DOS pode ser considerado o "pai" das CLIs modernas no Windows?

Pessoal, assistindo à aula sobre terminais (Interagindo com o computador), resolvi trazer um ponto sobre o MS-DOS, que é da minha época. Pode-se dizer que ele era a CLI padrão daquele período? Fiquei refletindo se podemos considerar que o nosso sistema operacional já foi, em sua essência, uma linha de comando pura antigamente, antes da popularização das interfaces gráficas.

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Eu também sou dessa época, no meu primeiro emprego, eu utilizava um computador com MS-DOS "puro". Digo puro entre aspas, porque com o MS-DOS sozinho não era possível fazer muita coisa, então existiam programas de editor de texto, planilhas que, embora em modo texto, apresentavam interfaces gráficas, mesmo que de forma rudimentar e algumas vezes criadas com caracteres ASCII. Lembro do Wordstar e do Lotus 123, avôs do Word e Excel. Não sou tão velho assim, já existia o Windows 95 porém os computadores da empresa eram antigos e só rodavam o DOS e alguns tinham Windows 3.11.

Nesse contexto, não sei se podemos dizer que o DOS era a CLI padrão, acho que a palavra mais apropriada seria que ele era a mais "popular", assim como o Windows ficou sendo o sistema mais popular por conta de ser mais acessível e rodar em qualquer computador compatível com IBM/PC. Mas nessa época já existiam sistemas com interfaces gráficas como o Macintosh e mesmo o Unix com o gerenciador de janelas X. Então entendo que, antes de 1984, só existia o modo texto e algumas interfaces rudimentares que possibilitavam alguma interação usando o teclado, e quem virou o jogo foi a Apple com o lançamento do MacOS e o uso do mouse.

Também sou dessa época, e acredito que O MS-DOS pode sim ser considerado o “pai” das CLIs no Windows, pois introduziu o modelo de interação por comandos que influenciou ferramentas modernas como o Command Prompt e o PowerShell. No entanto, as CLIs atuais evoluíram bastante e fazem parte de sistemas mais modernos, não dependendo mais diretamente do MS-DOS.

Boa, agora apareceu a turma raiz.

Também vivi essa fase e é impossível não bater uma nostalgia quando falam de MS-DOS, Wordstar, Lotus 1-2-3… era literalmente “unha e teclado”. E faz sentido o que vocês colocaram: talvez não fosse o único modelo existente, mas com certeza foi o mais popular dentro do ecossistema PC.

Na prática, a gente começou com uma interação totalmente baseada em comando, depois veio a GUI facilitando o acesso, mas o curioso é que hoje o mercado está voltando a valorizar esse conhecimento de terminal — só que agora com muito mais poder.

Sobre o que você comentou, Alex, bem lembrado: mesmo no modo texto já existia uma “interface” ali, ainda que rudimentar. E Francisco trouxe outro ponto-chave — o legado do DOS está vivo até hoje no Command Prompt e evoluiu muito com o PowerShell.

No meu caso, também tive esse contato lá atrás, mas não consegui seguir na época com Processamento de Dados. Hoje vejo que o mercado amadureceu muito — o que antes era “faz tudo”, agora virou áreas bem definidas (dev, dados, infra, segurança…).

Mas, no fim, a base continua a mesma: lógica, comando e entendimento do sistema.

Engraçado como a gente dá a volta e acaba retornando à raiz, né?