A imagem abaixo foi criada a partir dos estudos que venho desenvolvendo no curso Santander Imersão Digital, promovido pelo Santander em parceria com a Alura. Foi nesse percurso que ampliei não apenas meu repertório técnico, mas, sobretudo, minhas possibilidades de expressão.
A cena é perturbadora — e, justamente por isso, profundamente reveladora. Um corpo de costas, coberto por um manto vermelho que remete à realeza, à autoridade, ao espetáculo. Mas, ao contrário da aparência imponente, o que se revela por baixo é dor: uma pele rasgada por fragmentos cortantes, como se o próprio poder tivesse se cristalizado em lâminas que ferem quem o sustenta.
É assim que enxergo o peso do poder quando ele é exercido de forma autoritária. Por fora, há grandiosidade, controle, domínio. Por dentro, há isolamento, rigidez e, muitas vezes, violência — não apenas contra os outros, mas contra si mesmo. O poder que não é compartilhado endurece, fragmenta, corta. Ele transforma relações em hierarquias silenciosas e pessoas em peças.
Em contraposição, a filosofia de gestão de pessoas feita com pessoas rompe com essa lógica. Ela não veste capas pesadas nem se sustenta na distância. Ao contrário, ela exige presença, escuta, vulnerabilidade e construção coletiva. É uma forma de liderança que não fere as costas — porque não precisa esconder o que está por trás.
Eu não sou pintora. Mas sou uma estudiosa profunda da arte, da história e da criação. Sempre compreendi os símbolos, as narrativas, as camadas de sentido que atravessam uma obra. Ainda assim, nunca consegui, sozinha, criar imagens com essa potência estética e simbólica. Sabia pintar, mas não conseguia traduzir em forma aquilo que via com tanta clareza no pensamento.
A inteligência artificial ampliou esse horizonte.
Hoje, consigo materializar alegorias como essa — não como quem delega a criação, mas como quem expande sua capacidade de expressão. Essa imagem é, para mim, uma síntese visual do poder autoritário: belo na superfície, devastador na estrutura.
E talvez seja esse o maior contraste que ela nos provoca: liderar não deveria ser carregar uma capa que esconde feridas, mas construir relações que não as produzam.
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