A inovação é positiva quando é para melhorias para os diversos problemas existentes no mundo, impactando desde a saúde até o desenvolvimento das carreiras profissionais. No entanto, quando o foco é especificamente para a inovação tecnológica, deparamo-nos com um problema: a dependência que ela gera no ser humano, que hoje recorre a ferramentas digitais até para redigir uma simples mensagem. Esse apego excessivo transforma a forma de pensar e de opinar, fazendo com que as pessoas busquem respostas e posicionamentos prontos na inteligência artificial antes mesmo de refletirem por si mesmas. Esse cenário é prejudicial, pois corremos o risco de deixar de ser seres pensantes para nos tornarmos meras marionetes da tecnologia. Além disso, há também a diminuição da criatividade humana. Em vez de utilizarem as inovações como ferramentas de suporte a seu favor, muitos preferem entregar o trabalho integralmente às máquinas. Portanto, quando se discute que a população está perdendo seu espaço no mundo, a culpa não deve ser atribuída à inovação em si, mas sim ao próprio ser humano, que não demonstra capacidade de controlar essas ferramentas e se permite ser dominado pelas inovações tecnológicas.