Olá, Beatriz. Como vai?
Sua explicação foi extremamente cirúrgica e didática! Os exemplos que você escolheu ilustram com muita clareza a diferença prática entre esses dois conceitos que, às vezes, geram confusão no mercado.
O que você chamou de inovação por melhoria é amplamente conhecido no ambiente corporativo como inovação incremental. Ela é vital para a sobrevivência de qualquer produto ou empresa, pois garante que eles continuem competitivos no mercado. O seu exemplo do smartphone é perfeito: nenhuma marca pode se dar ao luxo de parar de evoluir o processamento ou a câmera de seus aparelhos, sob o risco de se tornar obsoleta rapidamente.
Por outro lado, o seu exemplo do streaming ilustra muito bem a inovação por transformação, frequentemente categorizada como inovação radical ou disruptiva. Esse tipo de inovação não altera apenas o produto em si, mas muda o comportamento de consumo da sociedade, cria novos modelos de negócios e, muitas vezes, chega a extinguir indústrias inteiras — como aconteceu com as grandes redes de locadoras de fita e DVD.
Para enriquecer ainda mais a sua linha de raciocínio, uma boa prática que conecta esses dois mundos é o conceito de Ambidestria Organizacional. As empresas de sucesso precisam desenvolver a habilidade de fazer as duas coisas ao mesmo tempo:
- Explorar o negócio atual (Exploitation): Aplicar as inovações por melhoria (incrementais) para manter a receita e a eficiência do produto que já funciona hoje.
- Explorar novas oportunidades (Exploration): Investir em pesquisas, testes e inovações por transformação (radicais) para descobrir qual será o próximo grande mercado da empresa no futuro.
A própria Netflix é um exemplo clássico disso: ela começou aplicando melhorias no modelo de entrega de DVDs pelos correios, mas nos bastidores já preparava a transformação que viria a ser o streaming que conhecemos hoje.
Parabéns pela excelente contribuição e pela clareza na exposição dos conceitos!
Espero que possa ter lhe ajudado!