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[Dúvida] O dilema da inovação

1)As empresas devem sempre ouvir e reagir ás necessidade de seus melhores clientes:na minha opinião acho que esse ponto é errado porque acho que a empresa deveria analisar os padrões de quem são os melhores clientes e entender o porque,e depois fazer uma pesquisa dos outros clientes,depois disso analisar os padrões de todos eles e tentar entender como alcançar aqueles que ainda não são clientes e tentar chamar a tenção para que eles se tornem melhores cliente e aqueles que ainda não são se tornarem. 2)As empresas devem focar seus investimentos nas inovações que prometem maiores retornos:acho que a afirmação está errada também pelo fato de que a empresa pode fazer uma analise muito precisa mas isso ainda pode dar errar,acho que como estudamos uma boa empresa é a aquela que esta suscetível a erros e da liberdade aos seus criadores para que errem até que encontrem talvez algo novo que nenhuma empresa ainda tenha feito e inovar trazendo até mais lucro que os produtos que achariam que daria certo

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Olá, Laura. Como vai?

Sua análise toca no cerne do que Clayton Christensen descreveu em sua obra clássica sobre o tema. O que você chamou de "errado" nas afirmações é, na verdade, a armadilha que faz com que empresas gigantes e bem-sucedidas acabem sendo superadas por startups menores. Esse é o verdadeiro Dilema da Inovação.

Para agregar valor à sua reflexão, vamos analisar seus pontos sob a ótica técnica do curso:

  • O perigo de ouvir apenas os melhores clientes: Você está corretíssima. Quando uma empresa foca apenas em seus clientes atuais (os mais lucrativos), ela acaba criando o que chamamos de Inovação Sustentável — pequenas melhorias em produtos que já existem. O problema é que, ao fazer isso, ela ignora novos mercados ou clientes que buscam algo mais simples e barato. É nesse espaço que surge a Inovação Disruptiva. Ao tentar alcançar quem ainda não é cliente, como você sugeriu, a empresa evita ser pega de surpresa por uma tecnologia nova que começa "por baixo".
  • O foco em maiores retornos vs. Liberdade para errar: Seu comentário sobre a liberdade para errar é um dos pilares da cultura de inovação. Grandes empresas costumam rejeitar projetos pequenos ou experimentais porque, inicialmente, eles não prometem o lucro necessário para manter a estrutura da companhia. No entanto, é justamente nesses projetos "incertos" que nascem as grandes revoluções. Uma boa prática organizacional é o Ambidestrismo Organizacional: a capacidade da empresa de ser eficiente na operação atual (lucro) e, ao mesmo tempo, exploradora de novos modelos (espaço para erro e experimentação).
  • Análise de Padrões: A sua sugestão de analisar padrões de diferentes grupos de clientes é o que chamamos de entender os Jobs to be Done (Trabalhos a serem feitos). O objetivo não é apenas saber o que o cliente compra, mas por que ele está "contratando" aquele produto ou serviço.

O dilema é justamente este: o que é considerado uma "boa gestão" (ouvir clientes e buscar lucro) pode ser o motivo da falência de uma empresa se ela não abrir espaço para o novo e o incerto.

Espero que possa ter lhe ajudado!