Tecnicamente, você pode colocar um sistema automatizado como A (Accountable) se adaptar a metodologia à realidade da sua organização. Porém, isso não é recomendado na definição clássica da RACI.
O papel Accountable representa quem:
- possui autoridade para tomar decisões;
- responde pelo resultado da atividade;
- presta contas por falhas ou desvios.
Um sistema automatizado não possui responsabilidade legal, gerencial ou organizacional. Se ocorrer um erro, a organização não responsabiliza o ERP, o robô ou a aplicação, mas sim o dono do processo, gestor ou área responsável.
Exemplo inadequado
| Atividade | ERP | Supervisor |
|---|---|---|
| Baixa de estoque | A/R | I |
Problema:
- Se a baixa ocorrer incorretamente, quem responde? O sistema não pode ser responsabilizado.
Exemplo recomendado
| Atividade | ERP | Supervisor de Estoque |
|---|---|---|
| Baixa de estoque | R | A |
Neste caso:
- ERP (R): executa a baixa automaticamente.
- Supervisor de Estoque (A): responde pelo processo e pelos resultados.
Quando algumas empresas usam "A" para sistemas?
Em modelos de governança mais operacionais, algumas organizações adotam uma interpretação diferente de RACI e utilizam "A" para indicar quem "detém a atividade" no fluxo, mesmo que seja um sistema. Isso pode funcionar internamente, mas tende a gerar questionamentos em auditorias, análises de controles internos e mapeamentos de processos.
Boa prática
Se a atividade for totalmente automatizada, uma solução mais robusta é:
| Atividade | Sistema ERP | Dono do Processo |
|---|---|---|
| Confirmação de entrega | R | A |
| Baixa de estoque | R | A |
Assim, a automação fica visível e a responsabilidade permanece claramente atribuída a uma função organizacional.
Em resumo: na RACI tradicional, um sistema automatizado pode ser R (Responsible), mas não deveria ser A (Accountable). O "A" deve permanecer com uma pessoa, cargo ou área da organização.
*Texto gerado por IA.