- Diagnóstico e Variáveis
O principal desafio é o dinamismo estocástico: emergências são imprevisíveis e os recursos (leitos, equipes e materiais) são escassos e interdependentes.
Variáveis Críticas: Gravidade (Triagem Manchester), tempo de permanência estimado (LoS), ocupação em tempo real, escalas de profissionais e disponibilidade de insumos.
Dificuldades: Baixa qualidade de dados legados, resistência ética dos profissionais à IA e conformidade com a LGPD.
- Estratégias de IA e Agentes
A abordagem varia conforme o "cérebro" da IA escolhido:
Agente Reativo ("O Executor"): Baseia-se em regras fixas (Se X, então Y). Oferece resposta imediata, mas é "míope" por não considerar eventos futuros, podendo esgotar recursos precocemente.
Agente Baseado em Objetivos ("O Planejador"): Foca em metas específicas (ex: zerar filas). É eficiente para cronogramas, mas torna-se rígido perante emergências que rompem o plano original.
Agente Baseado em Utilidade ("O Estrategista"): A opção mais eficaz. Utiliza funções matemáticas para medir o sucesso de cada decisão, equilibrando custos, tempo e, principalmente, vidas salvas. É capaz de lidar com incertezas e probabilidades.
- Simulador de Interação Multi-Agente
Para uma gestão completa, propõe-se um sistema onde o usuário interage com as três lógicas:
Painel Reativo: O usuário edita "Regras de Ouro" para ações automáticas instantâneas (ex: bloqueio de leitos em nível crítico).
Painel de Objetivos: O usuário define metas semanais (ex: redução de 20% na fila de espera). O agente gera o cronograma ideal para atingir o alvo.
Painel de Utilidade: O usuário ajusta sliders de prioridade (Sobrevivência, Custo, Conforto). O agente calcula a melhor ação probabilística, como postergar uma internação leve para garantir vaga a um trauma iminente.
- Aplicação Prática (Cenário de Crise)
Diante de um evento de massa (ex: acidente com múltiplas vítimas), o sistema permite comparar as respostas:
O Reativo aloca por ordem de chegada.
O Objetivo tenta manter a agenda prévia, gerando gargalos.
O Utilitário reorganiza todo o hospital, cancelando eletivas para maximizar a utilidade "Vidas Salvas".
Conclusão: A integração dessas três visões permite que o gestor tenha controle operacional, estratégico e ético, utilizando a IA para otimizar o fluxo hospitalar de forma adaptativa.