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Persona Diferente

Estou com dificuldades de imaginar a persona quando o conteúdo do blog/página/produto não é algo que a pessoa buscaria. por exemplo, tenho o site https://www.100golpes.com, que divulga dicas sobre como não cair em golpes, mas pretende atingir o público que não sabe disso e pode cair em golpes. Por onde começar?

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Oi Mauricio,

Olha só que coisa, sábado minha filha (16 anos) me mandou mensagem falando de uma super mega hiper promoção, iphone XR 64g por, acredite, R$ 999,00. achei suspeitíssimo. Pedi para ela me mandar o link (porque a imagem que ela mandou era do site da Americanas, teroricamente), quando cliquei no link, era algo: www.dezmaes.com.br, algo assim, ai falei que era golpe, muito suspeito, tanto pelo valor, quanto pelo fato de ter logo da americanas, mas o link ser de outro site.

O que quero dizer com essa experiência, por exemplo, é que uma persona pode ser uma mãe que já sofreu golpe, ou que conhece alguém que sofreu e que se ela soubesse de algumas dicas simples, como desconfiar do valor, evitaria cair numa fraude.

Serei leitora do seu site porque o ecommerce evoluiu muito, e as fraudes também e fazer esse trabalho, educar o público, é fundamental.

Faz sentido?

Faz sentido sim, Priscila, obrigado! :) Eu também penso em quem sequer tomou um golpe ainda, mas talvez, como não tenha a motivação, não seja possível mesm

solução!

Oi Maurício! Tudo bem? Foi excelente o exemplo da Priscila. Mas também existem outras formas nas quais o inbound marketing responde muito bem.

Você pode inicialmente rodar uma pesquisa e distribuir na internet, questionando o comportamento de compra online dos consumidores. Essa pesquisa pode ser distribuída em grupos em redes sociais e pedindo para seus atuais leitores e amigos compartilharem. Ela vai gerar os insumos pra você ter noção dos comportamentos da sua persona. Você também pode pesquisar fontes secundárias (pesquisas já disponíveis na internet). Sites como https://www.thinkwithgoogle.com/intl/pt-br/, https://www.spcbrasil.org.br/imprensa/pesquisas e outros para ver o que já foi identificado como perfil das vítimas de fraudes. Entendendo que se uma pessoa corresponde ao perfil e ainda não foi vítima, talvez seja só uma questão de tempo.

Feita essa primeira avaliação, você pode ir testando diferentes segmentações inicialmente (dados demográficos como gênero e idade, por exemplo) + comportamento de compra (excluindo os compradores digitais, por exemplo), e atribuindo os achados da sua pesquisa. Lance um primeiro conteúdo ou uma primeira sequência por um curto período (uma semana, por exemplo) e avalie: quem teve o maior engajamento? Quem foi para o passo seguinte do seu funil? Faça um novo teste, após ajustes. Quando você estiver tendo um resultado relevante, redefina sua persona com base nos critérios que você já estabeleceu. Você pode, inclusive, fazer uma segunda rodada entrevistando com profundidade algumas pessoas que entraram na sua base e se mostraram ser exatamente o perfil desejado.

Feito isso, aplique a jornada do usuário, na etapa de descoberta. Você vai identificar os gatilhos que podem despertar a curiosidade e o interesse dessas pessoas, que nem sabem que têm esse problema.

Para isso, você pode utilizar posts de blog ou mesmo publicações em redes sociais para falar sobre esse assunto de forma a despertar interesse.

Vamos tomar por exemplo o Instagram: você pode realizar uma sequência de posts, stories ou vídeos no IGTV falando sobre os riscos de fraudes na internet, quando desconfiar, dando dicas de como se prevenir, etc. Tendo sua persona bem definida, você pode patrocinar essa publicação para aumentar seu alcance. Seguindo a jornada do seu cliente, esses posts podem levar para o seu site ou para uma landing page, na qual você poderá oferecer um conteúdo rico mais aprofundado, como um guia para se prevenir ou um webinar com especialistas, etc.

Ajudei você? :)

Abraço,

Aline Roque

Obrigado! :)

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