Para essa tarefa, eu repensei meu projeto anterior. Dessa vez, o foco seria aumentar a tolerância a falhas na rede e garantir uma boa gestão da segmentação. Assim, o conceito de sub-redes não seria utilizado apenas para reduzir custos, mas também para organizar melhor a rede.
Vou considerar um endereço de classe B com uma máscara /23 porque, considerando que são aproximadamente 450 dispositivos por setor, essa máscara atende bem à necessidade.
450 ≈ 2⁹ = 512 endereços possíveis
11111111.11111111.11111110.00000000 → máscara /23
Equivalente decimal: 255.255.254.0
Isso permite até 510 hosts válidos por sub-rede, o que é suficiente para cada setor.
O roteador terá 3 conexões, cada uma ligada a um switch diferente. Esses switches também estarão interligados entre si, criando caminhos alternativos de comunicação. Dessa forma, caso ocorra a falha de algum enlace específico, ainda será possível manter a comunicação por outro caminho.
- Criei 3 VLANs para cada um dos switches:
Vendas (10)-Administrativo (20)-Financeiro (30). - Em cada switch, associei as portas à VLAN correspondente ao setor de cada computador.
- No roteador, defini 3 subinterfaces, cada uma relacionada a uma VLAN específica:
interface fa0/0.10
encapsulation dot1Q 10
ip address 172.16.0.1 255.255.254.0
exit
interface fa0/0.20
encapsulation dot1Q 20
ip address 172.16.2.1 255.255.254.0
exit
interface fa0/0.30
encapsulation dot1Q 30
ip address 172.16.4.1 255.255.254.0
exit
- Em seguida, criei pools DHCP, utilizando como
networko endereço inicial de cada sub-rede e comodefault-routero IP de cada subinterface. - Configurei a porta entre o roteador e o switch como trunk, permitindo o tráfego das VLANs.
Sobre os protocolos, como esperado, visualizei que o STP estava funcionando ativamente entre os roteadores, sendo ele que define o switch root para garantir que não aconteça um loop na rede.