A aula sobre fórmulas e condições está excelente.
Mais gostaria de fazer uma abordagem diferente para facilitar o entendimento:
Quando se trabalha com classificação de valores no Excel, o ponto mais importante não é a função em si, mas a lógica por trás das condições.
No caso, o objetivo é classificar o estoque em três estados distintos: “Esgotado”, “Rever Estoque” e “Estoque OK”.
A dificuldade surge porque essas condições não são independentes entre si. Existe sobreposição, especialmente porque o valor zero também satisfaz a condição “menor que 10”.
A forma mais adequada de resolver isso com a função SES é organizar as condições de maneira hierárquica, começando pelo caso mais específico e seguindo para os mais abrangentes. Isso garante que nenhuma condição “capture” valores que deveriam ser tratados por outra regra mais importante.
A fórmula correta, considerando essa lógica, é:
=SES(C11=0;"Esgotado";C11<10;"Rever Estoque";C11>=10;"Estoque OK")
Essa construção funciona corretamente porque trata primeiro o caso mais restritivo possível, que é o valor igual a zero.
Em seguida, avalia os valores menores que dez, que agora necessariamente serão apenas de 1 a 9, já que o zero já foi tratado.
Por fim, a condição maior ou igual a dez cobre todo o restante dos valores possíveis.
Dessa forma, não há conflito entre as regras e cada faixa de valores é avaliada exatamente uma vez.
Reparem que substitui o valor 1(VERDADEIRO) pela lógica para ter mais legibilidade.
Um erro comum ao montar esse tipo de fórmula é inverter a ordem das condições.
Por exemplo, se a condição “menor que 10” vier antes de “igual a zero”, o Excel nunca chegará a testar o zero como um caso específico, porque ele já terá sido classificado como “Rever Estoque”.
Esse tipo de erro não gera aviso, mas compromete totalmente o resultado.
Outra abordagem possível é utilizar a função SE aninhada:
=SE(C11=0;"Esgotado";SE(C11<10;"Rever Estoque";"Estoque OK"))
Essa alternativa produz o mesmo resultado e segue exatamente a mesma lógica. A diferença está na legibilidade. Enquanto a função SES permite escrever condições de forma sequencial, o SE aninhado exige uma estrutura mais fechada, com dependência entre os testes. Em problemas simples como esse, ambas funcionam bem, mas conforme a complexidade aumenta, o uso de SES tende a ser mais claro.
Também é comum ver fórmulas que utilizam uma condição final genérica, como “1;” dentro do SES, funcionando como um “caso padrão”. Embora isso resolva o problema do ponto de vista técnico, não é a melhor prática quando todas as condições possíveis já são conhecidas.
Nesse cenário, explicitar cada faixa de valores torna a lógica mais transparente e evita ambiguidades futuras.
Portanto, a melhor solução não depende apenas da escolha da função, mas da forma como as condições são estruturadas.
A regra central é simples: sempre priorizar condições mais específicas antes das mais gerais.
Isso garante consistência, evita sobreposição e torna a fórmula mais confiável e fácil de manter.
Vale lembrar que os problemas mais difíceis de resolver são justamente aqueles que não geram avisos ou alertas.
Normalmente surgem quando uma fórmula, condição ou regra de negócio é sobrescrita silenciosamente.
Esse tipo de falha pode mascarar inconsistências na lógica, esconder erros estruturais e passar despercebido, tornando o diagnóstico muito mais complexo e demorado.”
Qualquer duvida comente ai.
Bons estudos.