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Você está vendo a versão anterior da nova experiência da Alura que estamos preparando para você. Em breve, ela ganha uma identidade visual novinha totalmente pensada em potencializar seus estudos!

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Faça como eu fiz: meça e analise o processo

Inicialmente, pensei em trabalhar com o processo de cobrança ao cliente de forma geral. Porém, após compreender melhor os conceitos do Lean Six Sigma, ajustaria o projeto para a cobrança dos pacientes internados.

O objetivo do projeto seria tornar a conta da internação mais clara e organizada, facilitando a compreensão do cliente no momento do pagamento e reduzindo possíveis divergências, dúvidas e reclamações.

O processo tem impacto no valor entregue ao cliente?
Sim. Uma conta clara, correta e de fácil compreensão proporciona uma melhor experiência ao cliente, aumentando sua satisfação e reduzindo problemas relacionados a dúvidas, divergências e insatisfação com os valores cobrados.

O processo é significativo?
Sim. O processo possui impacto significativo tanto na experiência do cliente quanto nos resultados financeiros do hospital. Quando existem divergências ou problemas na cobrança, podem ocorrer descontos, cancelamentos de valores ou até mesmo a necessidade de o hospital assumir determinados custos para solucionar a situação e reduzir a insatisfação do cliente.

O processo está bem delimitado?
Sim. O projeto será focado exclusivamente nas contas de pacientes internados. Os demais processos relacionados ao caixa e à cobrança de outros tipos de atendimento não farão parte deste projeto neste momento. Dessa forma, o escopo fica mais específico, permitindo uma análise mais precisa do processo e a identificação das principais oportunidades de melhoria.

Y = f(X)

Neste projeto, considero como Y o resultado que queremos melhorar: a conta dos pacientes internados apresentada de forma clara, correta e condizente com as autorizações realizadas.

Os X representam os fatores que podem influenciar esse resultado, como os itens previstos no planejamento das próximas 24 horas, autorizações realizadas pelo tutor, informações transmitidas por telefone, mensagens ou presencialmente, alterações no tratamento e procedimentos realizados por necessidade de intervenção médica, entre outros fatores que podem fazer com que determinado item esteja ou não presente na conta.

Atualmente, uma vez por dia, entregamos ao cliente um planejamento das próximas 24 horas, no qual ele pode autorizar ou não a realização de determinados itens. Para realizar as medições, eu avaliaria uma amostra de aproximadamente 100 pacientes internados, verificando se os itens presentes nas contas estão de acordo com o que foi previamente autorizado no planejamento.

Além disso, verificaria outras possíveis fontes de autorização ou alteração, como:

contatos realizados por telefone;
mensagens;
autorizações presenciais;
alterações registradas no planejamento;
procedimentos realizados devido à necessidade de intervenção médica;
outras situações em que o tutor tenha autorizado determinado procedimento ou item.

Dessa forma, seria possível identificar com maior precisão se os itens cobrados possuem uma autorização ou justificativa registrada.

Na etapa de análise, verificaria a quantidade de itens presentes nas contas que estavam de acordo com o planejamento e a quantidade que foi autorizada por outras fontes de comunicação. Também analisaria a frequência de divergências nas contas, a quantidade e o valor dos descontos concedidos para solucionar problemas de cobrança e quais tipos de contas apresentam maior ocorrência de problemas.

Além disso, poderia comparar as divergências considerando fatores como valor total da conta, quantidade de dias de internação, quantidade de procedimentos realizados e quantidade de alterações no planejamento.

Com essas informações, seria possível identificar quais fatores apresentam maior relação com os problemas encontrados nas contas e, assim, direcionar os esforços de melhoria para as principais causas.

1 resposta

Oii Gabriella, tudo bem? Obrigada por compartilhar esse desenvolvimento aqui no fórum!

Curti muito o refinamento do escopo, sair de "cobrança geral" para focar nos pacientes internados deixa a análise bem mais precisa. As respostas sobre valor entregue, significância e delimitação do processo ficaram bem fundamentadas, principalmente o ponto dos descontos e cancelamentos que o hospital acaba assumindo nas divergências.

O Y = f(X) também está coerente: o Y como "conta clara, correta e condizente com as autorizações" dá um alvo objetivo, e os X cobrem bem as várias fontes de autorização, não só o planejamento formal. Isso importa porque boa parte das divergências nasce justamente dessas autorizações paralelas por telefone, mensagem ou presenciais.

Na medição, a amostra de 100 pacientes cruzando planejamento com outras fontes já ataca a causa raiz, não só o sintoma. E na análise, cruzar as divergências com valor da conta, tempo de internação, quantidade de procedimentos e alterações no planejamento já aponta para uma lógica de priorização das principais causas.

Uma sugestão: transformar a "frequência de divergência" em um indicador percentual (itens sem autorização registrada / total de itens da conta) ajuda a comparar antes e depois da melhoria. Mais adiante, ferramentas como Diagrama de Ishikawa ou Gráfico de Pareto podem ajudar a priorizar as causas, isso costuma aparecer nos conteúdos de Lean Six Sigma da Alura.

Como pretende registrar essas divergências, planilha própria ou algum sistema que o hospital já usa?

Caso ainda tenha alguma dúvida, me coloco à disposição! Um abraço e bons estudos!