Por Ricardo Costa Val do Rosário auxiliado por ChatGPT : e Microsoft CoPilot
1. Introdução – A ilusão da sorte
- Em diferentes áreas da vida, especialmente no esporte e na profissão, é comum atribuir
resultados positivos à sorte. Essa narrativa, embora confortável, não se sustenta diante
da realidade dos fatos. Resultados consistentes não surgem do acaso; eles são construídos.
- Existem processos, repetições, escolhas diárias e, sobretudo, coerência entre aquilo que se
deseja e aquilo que se pratica. A sorte pode até existir como evento isolado, mas jamais explica
trajetórias sólidas.
2. As duas instâncias impossíveis de enganar
No esporte, há duas instâncias que não admitem dissimulação:
# 2.1 A dimensão espiritual
Para quem crê, Deus não se deixa enganar. A fé verdadeira não é discurso, mas prática cotidiana.
Confiar, servir e agir de forma coerente com aquilo que se acredita cria um eixo de sustentação
que ultrapassa resultados imediatos.
# 2.2 A dimensão biológica
O corpo humano é absolutamente honesto. Ele responde exatamente ao estímulo que recebe.
Não negocia atalhos, não aceita desculpas e não entrega aquilo que não foi treinado.
3. O corpo como evidência objetiva ou sistema honesto e determinístico
- O corpo opera com base em princípios verificáveis e consistentes:
• Sem regularidade, não ocorre adaptação.
• Sem disciplina, não há progresso.
• Sem respeito aos próprios limites e processos, não é possível alcançar evolução sustentável.
- Por exemplo, para executar adequadamente uma corrida de 10 km, é fundamental atingir essa
distância durante os treinos. A fisiologia não admite improvisos; as capacidades do corpo são
resultado direto do preparo realizado previamente.
- Treinamentos ocasionais, desorganizados ou movidos exclusivamente por motivação temporária
não promovem desenvolvimento significativo de desempenho.
- Diferentemente de ambientes digitais, o corpo não permite simulações, substituições ou
atalhos.
Ele responde somente ao treinamento realizado. Como médico e atleta amador, observo
constantemente que:
• O corpo executa apenas aquilo que foi devidamente treinado.
• A mente mantém apenas o que foi condicionada a sustentar.
• A preservação da saúde requer método e consistência.
Essa lógica assemelha-se à utilizada na computação.
- IA, dispositivos de monitoramento e smartwatches têm como função primordial
evelar dados objetivos.
- Os resultados dependem do engajamento humano, determinado por escolhas
persistentes ao longo do tempo.
4. Disciplina como linguagem universal
- Disciplina não é rigidez cega, mas constância inteligente. Ela se manifesta por meio de:
• Vontade orientada por propósito
• Regularidade acima de intensidade ocasional
• Resiliência diante do desconforto
• Inteligência para ajustar estratégias
• Humildade para reconhecer limites e aprender
- Esses princípios são universais. Valem para o esporte, para a formação intelectual
e para a vida profissional.
5. Paralelo com a vida e a profissão
- No âmbito profissional, observa-se um fenômeno semelhante ao que ocorre no
desenvolvimento físico:
• A excelência resulta de prática deliberada e consistente.
• O conhecimento é consolidado por meio da repetição.
• A autoridade se constrói com dedicação genuína.
- Assim como o corpo apenas realiza aquilo para o qual foi treinado, mente e caráter
refletem o que foi cultivado ao longo do tempo. A consistência exige preparo prévio;
• não há espaço para improvisação.
• O sucesso é fruto de esforço consciente, disciplina, regularidade, resiliência, inteligência
e humildade.
• A perseverança sustenta, o trabalho constrói, e tanto o corpo quanto a trajetória profissional
revelam os resultados das ações contínuas.
6. Narrativa computacional da disciplina
Se traduzirmos o processo de treinamento físico para linguagem de sistemas, ele se aproxima
de um pipeline simples, porém rigoroso:
1. Entrada de dados (treino)
2. Execução repetida
3. Ajustes progressivos
4. Saída (adaptação fisiológica)