Olá, João. Como vai?
Excelente iniciativa! A criação de um Dicionário de Dados é uma das etapas mais críticas da governança, pois transforma metadados técnicos em conhecimento de negócio acessível para toda a organização. Sem essa descrição, um analista no futuro poderia confundir "Dívida Mobiliária" com outros tipos de obrigações financeiras.
Para a sua atividade, a descrição da coluna precisa ser informativa e técnica ao mesmo tempo. Aqui está uma sugestão de como estruturar essa descrição para o seu dicionário:
Descrição Sugerida:
- Nome da Coluna: Dívida Mobiliária
- Descrição de Negócio: Representa o montante das obrigações financeiras do Município de Manaus decorrentes da emissão de títulos públicos. Diferencia-se da dívida contratual por ser viabilizada através do mercado de capitais para captação de recursos destinados ao financiamento do setor público.
- Tipo de Dado:
DECIMAL(17,2) ou NUMERIC(17,2) (Padrão para valores monetários de grande escala). - Regras de Negócio / Restrições: * Deve aceitar apenas valores positivos.
- Espera-se uma precisão de duas casas decimais para representar os centavos.
- Faixa de Alerta (Range): Valores esperados entre R$ 0,00 e R$ 50.000.000.000,00. Valores acima deste teto devem disparar um alerta de validação de dados.
Complementando com Boas Práticas:
Em um contexto de RGF (Relatório de Gestão Fiscal), é muito comum que os dados passem por auditorias. Por isso, recomendo adicionar no seu dicionário um campo de Origem (Source), indicando de qual sistema ou secretaria esse dado é extraído (ex: Secretaria Municipal de Finanças).
Além disso, como você mencionou a faixa de resultados (até 50 bilhões), isso entra na categoria de Metadados de Qualidade. Definir esse limite no dicionário ajuda a equipe de Engenharia de Dados a criar testes automatizados: se um dia o sistema importar um valor de 100 bilhões por erro de digitação, o dicionário servirá de base para identificar que aquele dado é inconsistente.
Espero que possa ter lhe ajudado!