Olá, Marcia. Como vai?
Sua lógica está corretíssima. A integração entre protocolos de roteamento interno (IGP), como o OSPF, e protocolos de roteamento externo (EGP), como o BGP, é o que permite que uma rede corporativa ou um provedor consiga se comunicar com o resto da internet.
A redistribuição de rotas funciona como um "tradutor" entre diferentes protocolos. Quando você traz rotas do BGP para o OSPF, você está informando aos roteadores internos qual é o caminho de saída para os Sistemas Autônomos externos.
No entanto, vale um ponto de atenção técnica importante para o dia a dia:
Em redes reais, a tabela de roteamento da internet (recebida via BGP) é gigantesca. Por isso, raramente redistribuímos todas as rotas externas para o OSPF, pois isso poderia sobrecarregar a memória dos roteadores internos.
O mais comum é configurarmos a redistribuição de apenas uma default route (rota padrão) ou de prefixos específicos que sejam essenciais para a operação interna.
Para realizar essa configuração no contexto do OSPF, o comando dentro do modo de configuração do roteador seria:
router ospf 1
redistribute bgp [numero_do_seu_as] subnets
- O parâmetro subnets é fundamental, pois sem ele o OSPF tentará redistribuir apenas redes com máscaras padrão (classes A, B ou C), ignorando sub-redes customizadas.
Espero que possa ter lhe ajudado!