Título Completo
Atuação Médica Hospitalar Perante um DMIA em Aparente Alucinação Algorítmica
RAG, LangFlow e LangChain na investigação de saídas fisiológicas impossíveis
Autoria
Ricardo Costa Val do Rosário, MD, PhD
Médico Angiologista e Cirurgião Cardiovascular
Especialização em Carreira de IA – Alura/SP
Cursando Especialização em Carreira de Cloud Security – Alura/SP
Linha de pesquisa independente em IA e Medicina, DMIA, Tecnovigilância e Cibersegurança
em Saúde
Belo Horizonte – 2026
Declaração de legitimidade de autoria e conformidade com a LGPD
Este artigo foi redigido pelo autor com apoio instrumental de IA generativa para organização,
revisão linguística, refinamento estrutural e apoio didático.
O conteúdo final foi criticamente revisado pelo autor, que assume responsabilidade por sua
precisão, originalidade, integridade técnica e eventuais omissões. Nenhum dado identificável
de paciente foi utilizado.
O cenário, os prompts, as respostas e os códigos são fictícios e educacionais; não substituem
julgamento clínico,protocolos institucionais, validação regulatória, investigação de engenharia
clínica ou atuação de equipes especializadas.
Resumo
Este artigo reproduz uma narrativa inédita e original imaginária do autor e foi estruturado para
um cenário clínico-computacional fictício em que um Dispositivo Médico com Inteligência Artificial
(DMIA) passa a registrar pressão arterial, frequência cardíaca e saturação periférica de oxigênio
progressivamente incompatíveis com a fisiologia após um incidente elétrico. A investigação é
organizada como uma sequência única: validação clínica independente, contenção do risco,
preservação de evidências, análise determinística da série temporal, recuperação de seis meses
de registros e logs por Retrieval-Augmented Generation (RAG), modelagem visual em LangFlow e
implementação em LangChain. O cenário incorpora uma consequência assistencial central: 48 horas
de monitorização tornam-se não confiáveis e sua invalidação produz uma lacuna longitudinal no
prontuário, exigindo reconstrução documental e análise de risco. O texto distingue a expressão
didática “alucinação algorítmica” de falhas de sensor, aquisição, energia, hardware, software,
integração ou modelo. Por fim, estrutura o prompt de investigação em formato objetivo, integra
exemplos e códigos ao momento em que são utilizados e diferencia tecnovigilância do dispositivo da
classificação do incidente segundo a segurança do paciente.
Palavras-chave:
DMIA - Dispositivo Médico com Inteligência Artificial; RAG - Retrieval-Augmented Generation;
LangFlow; LangChain; Tecnovigilância; Segurança do Paciente; Engenharia Clínica;
Alucinação Algorítmica.
1. Introdução
A adoção de inteligência artificial (IA) em dispositivos médicos (DMIA) amplia a capacidade de
monitorização, classificação, apoio diagnóstico e antecipação de risco, mas também cria novas
modalidades de erro.
Em um ambiente hospitalar, o profissional não pode tratar a saída algorítmica como verdade clínica
por definição. A primeira obrigação continua sendo confrontar o dado produzido pelo sistema com
o paciente, com outras fontes de medida e com a plausibilidade fisiológica.
O cenário analisado parte de uma situação deliberadamente extrema: um DMIA começa a registrar
PA de 450 × 230 mmHg, FC de 1356 bpm e SatO₂ de 1,56%, após 48 horas de deterioração progressiva.
O problema, porém, não termina na identificação dos números impossíveis. Durante essas 48 horas
o paciente permaneceu sob monitorização progressivamente não confiável; quando os registros
contaminados são excluídos, o prontuário passa a conter uma lacuna longitudinal relevante.
O caso exige, portanto:
• reconhecer a impossibilidade clínica,
• suspender confiança operacional no equipamento,
• preservar evidências técnicas,
• reconstruir o histórico disponível,
• investigar a mudança temporal coincidente com um evento elétrico conhecido,
• notificar os órgãos responsáveis conforme a Legislação Brasileira.
É nesse ponto que RAG se torna útil. Em vez de pedir a um LLM que “adivinhe” o que ocorreu com
base em conhecimento genérico, o sistema recupera dados internos do próprio equipamento:
• registros,
• logs,
• manutenção,
• incidentes.
Em seguida, os apresenta ao modelo sob instruções restritivas.
A função do modelo visa organizar e sintetizar evidências recuperadas.
A confirmação da causa técnica será confirmada após:
• inspeção do dispositivo,
• parecer da engenharia clínica,
• análise assistência autorizada.