Olá, colegas!
A reflexão proposta sobre o ambiente das startups nos faz questionar o que é, de fato, o espírito inovador. Como bem pontuado, pufes e mesas de ping-pong são apenas a superfície. A verdadeira transformação digital e a cultura de experimentação residem na qualidade da oferta de valor e na capacidade de aprender rápido com o mercado sem comprometer a imagem da organização.
Com base na aula sobre MVP (Mínimo Produto Viável), gostaria de destacar três pontos que considero cruciais para quem deseja inovar com seriedade:
Incompleto, mas jamais Incompetente: Muitas empresas confundem 'experimentação rápida' com 'fazer de qualquer jeito'. O MVP deve ser uma versão reduzida, mas precisa ter qualidade na origem. Um produto com erros grosseiros não gera aprendizado, gera rejeição.
O Corte Transversal (The Thin Slice): Um erro comum é tentar entregar uma parte do produto 100% pronta. O instrutor Roberto Pina nos mostrou que um bom MVP deve ter um 'corte' que envolva todos os pilares: ele deve ser simultaneamente Valioso, Usável, Factível e ter o Fator UAU (Encantamento). Sem o encantamento, perdemos a chance de validar a conexão emocional com o usuário.
Visão Holística do Funil: Não adianta um MVP focar apenas em 'aquisição' (fazer as pessoas baixarem um app). Para testar hipóteses reais de negócio, o experimento precisa tocar em partes da retenção, receita e recomendação. Só assim saberemos se o modelo de negócio para o qual estamos caminhando é sustentável.
Na minha organização, percebo que ainda existe uma tendência de 'fatiar' o produto por blocos completos, o que atrasa o feedback sobre as funcionalidades de encantamento. O uso de técnicas como o Lean Inception parece ser o caminho ideal para alinhar as expectativas e garantir que nosso MVP seja, de fato, uma ferramenta de aprendizado estratégico e não apenas um lançamento incompleto.
E na realidade de vocês? Os MVPs que vocês presenciam têm buscado esse equilíbrio entre o funcional e o encantamento, ou ainda focam apenas no que é tecnicamente factível?